As palavras caladas que ensurdecem
Deixando silêncio ecoando pelos cantos
É grito calado preso na garganta
É choro abafado, contido, refreado

É ele que move os dedos dela
Que mexe com seu consciente e inconsciente
Que vive nos sonhos e devaneios
Não sabe que existe nela – dentro dela

Ele que escorre em suas lágrimas
Que não sai de seus lábios
Intrínseco a ela, tal qual liana em macieiras

Ele que a moldou doce
E conhecedora de seus sentimentos
Desenterrando o amor

Ele que não sabe
E talvez nunca saiba
Que existe e vive nela.