Fim.

12:40


Vou escrever agora no Categórica. É que me dói continuar escrevendo aqui.
Quem quiser me acompanhar. E uma novidade: estou lendo vocês no Google Reader :)
Não conseguia acompanhar mais ninguém, pois estou sem net em casa, mas a Jéssica me disse que era possível ler assim. Então ;)
Beijo a todos e sigam-me os bons!

Ele.

A culpa.

09:42

Vai passar, nós dois sabemos que vai passar. Não hoje, talvez daqui um mês ou quem sabe alguns anos. Mas passará. Eu é que ando meio down estes dias, ou melhor, desde aquele dia. Não foi fatídico, não há como rotular, talvez eu diga apenas: alívio. Despejo, bonito. O problema todo é que eu não tenho certeza de nada e acho, sinceramente, que eu não devia ter contado. Mas eu havia perdido todo o meu controle mesmo, não conseguia contornar qualquer situação e achava que a qualquer momento explodiria. Então: booom! Foi aí que os meus olhos apertaram-se e por um momento senti as minhas pálpebras pesarem. Deságuei.


Eu esperava você do outro lado, mas continuou imóvel. E do lado de cá eu me desesperava, com uma dor imensa dentro do peito. Sabe quando se tem vontade de gritar ou chorar bem alto, não para que te notem, mas para se esvaziar? Então.
Acontece, porém, que desde aquele dia eu sinto um vazio enorme dentro de mim. Há sim, bonito, outras coisas ao meu redor, mas você era uma das mais bonitas. E pensar em você hoje me dói tanto, que sempre balanço a cabeça a fim de desvencilhar-me de ti. Não funciona.

E então eu choro copiosamente sempre que te vejo on-line ou então quando acordo de madrugada depois de tê-lo comigo, em sonhos, porque a dor de não ter alguém que se ama é excruciante. Eu não digo você em minha vida como namorado, amante ou coisa do gênero. Mas sim a ligação que a gente tinha, a amizade que era. Só que eu penso que é só isso. Me dá nos nervos quando alguém diz: ele fez isso, ele tem planos para aquilo e etc. E eu penso: porra, por que eu tenho que ouvir os outros falando de você? Porque eu não ouço mais de você. E então eu lembro que a culpa é minha.

Só que, doce, não podemos agir assim. Uma pessoa não é um doce que se enjoa, empurra o prato, não quero mais. Eu devo estar cobrando coisa demais de você e sem sentido. Acontece, porém, que eu não consigo me perdoar por ter afugentado você. Irremediável. E eu não queria dizer que te amava esperando que fosse recíproco, porque eu sei que você ama outra pessoa. Mas sair da minha vida de sopetão assim foi, é e está sendo cruel demais.

Você não sabe como me dói escrever essas coisas. Quase morte em vida.

Dos sonhos.

Passional.

09:14

O som ensurdecedor não a deixava escutar as súplicas dele do outro lado da porta. Ela havia trocado todas as trancas da porta e ainda assim, ele a esmurrava com toda a força que supunha ter. Ele gritava, xingava com todas as dores possíveis. Não era somente os seus punhos que sangravam, seu coração estava no mesmo estado. Passional. Não era de perder a cabeça, jamais havia acontecido isso, até mesmo porque ele sempre esteve no comando. Sentia que havia perdido todos os seus limites, mas ela tinha razão em querer distância.

Ela queria abrir a porta porque gostava dele. Mas não fez.

Parece incompleto? Mas não está.

Do passado

08:25

"...sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu Deus como você me doía de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando"

Caio Fernando Abreu.

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