O som ensurdecedor não a deixava escutar as súplicas dele do outro lado da porta. Ela havia trocado todas as trancas da porta e ainda assim, ele a esmurrava com toda a força que supunha ter. Ele gritava, xingava com todas as dores possíveis. Não era somente os seus punhos que sangravam, seu coração estava no mesmo estado. Passional. Não era de perder a cabeça, jamais havia acontecido isso, até mesmo porque ele sempre esteve no comando. Sentia que havia perdido todos os seus limites, mas ela tinha razão em querer distância.

Ela queria abrir a porta porque gostava dele. Mas não fez.

Parece incompleto? Mas não está.