Relacionamentos

Como superar um término

12:37


A dor do término dilacera o coração e nos faz, muitas vezes, nos questionarmos se o amor é para nós ou não. Infelizmente não há fórmula mágica para superar um término, mas existem caminhos e escolhas que podem te levar à superação.

Todo término, seja ele longo ou curto, carrega boas lembranças. E são elas que, na maioria das vezes, nos impedem de seguir. Às vezes nós nos apegamos ao ontem, àquilo que nos trouxe felicidade à época, e nos mantemos fixos ali. Os pés não se movimentam e a vida só parece ter sentido naquele instante: onde os dois compartilhavam a vida.

É normal que uma das partes saia ferida da relação. E se essa pessoa, por ventura, for você eu tenho algo a lhe dizer: puxa a cadeira, sirva um café e vamos conversar. Relacionamentos acabam, e tudo bem. Quantos términos você já superou até aqui? Acho que essa é uma pergunta bem pertinente. Eu, por exemplo, já tive meu coração partido algumas vezes e todas as vezes achei que não suportaria o fim. E cá estou recomeçando mais uma vez.

Ninguém entra em uma relação apostando no fim. Até porque nós desejamos encontrar alguém para caminharmos ao lado até o fim de nossos dias. Mas, acontece de alguém desejar caminhar por outra estrada que não nos cabe. E sabe de uma coisa? Tudo bem. A gente precisa entender que a máxima de amar é desejar que alguém esteja ao nosso lado por livre espontânea vontade. Estar conosco não deve, em hipótese alguma, ser um sacrifício ou uma obrigação.

Superar o fim de uma relação requer de nós muito pouco. Isso mesmo! Demanda muito menos que nós imaginamos. O problema é que muitas vezes a dor obscurece o nosso entendimento e nós vamos vivendo os nossos dias de qualquer jeito. Sempre que converso com alguma amiga que está passando por uma situação eu digo: você precisa tomar uma decisão. A palavra-chave é essa: decisão.
s.f. Ato de decidir ou decidir-se; resolução; determinação. / Coragem, intrepidez; firmeza. / Sentença; arbítrio.
Mas como se decidir em meio à dor? Essa é uma pergunta muito pertinente. Sempre que precisei atravessar um término me questionei sobre o porquê do fim, colocando na balança todos os prós e contras. Nós bem sabemos que uma relação não acaba da noite para o dia. Sempre há indícios de que o fim está próximo ou que o outro não está na mesma sintonia que nós. Dito isso, cabe a nós analisarmos se nós merecemos um amor inteiro ou uma relação mais ou menos.

Ao longo dos anos, após algumas decepções, eu decidi que nenhum término dominaria a minha vida e que ninguém, além de mim, teria poder sobre o meu futuro. E como eu fiz isso? Decidindo que eu seria prioridade, mesmo que o teto estivesse desabando sobre mim. É claro que nem todo mundo tem o mesmo discernimento ou encarar seus sentimentos da mesma forma. Por isso, eu resolvi listar coisas que você pode e deve fazer para alcançar paz espiritual e preparar seu coração para o verdadeiro amor. Aquele que virá para ficar. Anota aí que são dicas de ouro:

Aceite que você é humano e que você pode sim chorar. Viva o luto do seu término, mas não viva para a morte dele.
Chore até esvaziar toda a dor que há em você. As primeiras semanas serão bem difíceis, mas acredite: nenhuma dor é eterna e logo você nem se lembrará o motivo de ter sofrido tanto.
Cuide do seu coração, da sua aparência e da sua saúde emocional. Procure estar ao lado de quem te quer bem. Invista em você.
Distancie-se das redes sociais, a priori. Volte o seu olhar para você. É normal as pessoas questionarem o porquê de vocês não serem mais vistos juntos, então se dê um tempo e vá viver essa nova fase de adaptação.
Nada de criar fakes para stalkear a vida do outro. Um dos maiores erros que cometemos é querer investigar a vida do outro para tentar entender o motivo do término. O móvito do término deve ficar claro na última conversa do casal. Se não ficou, não é investigando a La Sherlock Holmes que você terá a resposta. Além do que você tem uma vida novinha, de solteirice, para viver. Viva a sua vida e deixe que seu ex-parceiro viva a dele. Siga em paz!
Desfaça-se das lembranças dolorosas. Evite contatos desnecessários.
Olhe com carinho para você, faça coisas que te alegrem, ouça músicas vibrantes e aposte em algo que lhe dê prazer. Seja um esporte, seja alguma atividade que te faça bem.

E, por último: entenda que você é importante, que merece um mundo inteiro de felicidade e que sua vida não é a casa da mãe Joana para que entrem a hora que quiserem. E isso é importante salientar porque sempre há quem termina e depois de algum tempo – depois que você sofreu, se esguelhou e choro rios e mares – vem com o discurso de que estava enganado. Todas as vezes que alguém vier até você, após você superar um término, dizendo que sente saudades e que quer reatar, se pergunte se todo o seu sofrimento e superação foi em vão. Pergunte ao seu coração, às suas noites mal dormidas, às suas lágrimas, se elas não valeram de nada. Tem gente que faz da nossa vida de playground porque nós damos liberdade. 

Relacionamentos

Amor é doação

11:51



O amor é uma doação contínua e relacionar-se com alguém é uma decisão que deve partir, primeiramente, de nosso coração. Um relacionamento não deve nascer de um conhecimento superficial, da vontade que surge apenas do contato visual. Quantas vezes a nossa visão nos engana. Tantas vezes enxergamos uma beleza que agrada nossos olhos e a tornamos norteadora de nosso desejo, até mesmo carcereiro de um suposto amor. A beleza atrai e isso é sabido por todos, mas ela por si só não é capaz de manter uma relação.

Quando nos dispomos a entrar na vida de alguém é necessário que saibamos que dividiremos, dali em diante, a vida com uma pessoa que possui suas próprias cicatrizes, uma criação familiar diferente da nossa, a vivência e toda bagagem que traz de suas relações anteriores. Desenhar um projeto de pessoa perfeita é tirar o tijolo, aquele pilar, que sustenta uma edificação. A probabilidade de ela vir ao chão é tremenda.

Todas as vezes que busquei modificar alguém, com aquilo que julgava ser o modelo de pessoa perfeita para dividir a vida comigo, estupidamente fracassei. As pessoas não são massinhas de modelar, aquelas que nossas mães compravam para nosso uso no jardim de infância, elas são feitas de carne e osso. O máximo que podemos fazer a alguém é mostrar a direção e tentar explicar que suas atitudes não são corretas ou que as prejudica.

Há algum tempo eu descobri, da pior maneira possível, que por mais que eu ame alguém ela só permanecerá em minha vida se o ‘destino’ quiser. Entendi que as aparências são enganosas. Que o esforço em manter alguém em minha vida não deve ser maior do que o amor que sinto por mim mesma. Não se pode obrigar alguém a ficar onde não se deseja, puxar o outro pelo braço como se puxa uma criança birrenta.

Eu aprendi nesses tempos que o amor não é um campo de batalha, as lutas não deverão ser diárias, o relacionamento não pode se tornar um ringue. Há que haver equilíbrio. Desde então os meus pés andam cuidadosamente sobre os terrenos da vida. Não que eu tenha desistido do amor e não queira achá-lo, só tenho receio de novamente andar por um campo minado, pois sei que o processo desastroso e doloroso que é reconstruir o nosso coração.

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