Dos outros.

Falso amor

17:57


Por você eu fui capaz de ficar feliz mesmo estando triste. Por você eu fui capaz de fingir estar forte mesmo estando machucada. Queria que esse amor fosse perfeito, mas se você não se esforça, por que eu tentaria?

Eu tentei ser uma boa garota... só para você. Eu tentei dar o mundo para você. Eu realmente tentei dar o mundo para você. Eu tentei mudar tudo só para você. Mas agora eu não mais me conheço. O que eu me tornei?

Um destino para nós eu criei, mas você não fez com que desse certo. Eu me mudei por completo para deixar você feliz e agora estou conversando com o espelho e me perguntando: Quem diabos é você?

Eu te amei tanto que fui capaz de construir uma mentira.

Por que você está triste? Eu quem deveria estar triste. Você diz que eu não sou mais como antigamente, mas eu apenas deixei de ser seu fantoche! Você diz que eu não te amo mais, mas não... eu ainda te amo, mais do que imagina, mas eu não quero lutar por um amor que nem existe.

Se você me amasse pelo o que sou, talvez tudo isso tivesse dado certo. Eu te amei tão loucamente que fui capaz de mudar só para virar seu brinquedo. Mas... agora eu não quero mais... Desculpe... Eu apenas estou cansada desse falso amor!

Sobre a autora: 
RAÍSSA SOBRINHO é estudante do 8° ano do Colégio Ofenísia Freire, em Aracaju-Se. Tem 12 anos e um gosto pela escrita desde muito cedo. Fã de K-Pop, dança contemporânea e mangás, já há algum tempo se arrisca no mundo das letras, mas, depois que teve contato com o seu professor de História da Arte, Vitor Vilas Bôas, autor do Diálogos Vitruvianos e colunista do AEB, Jornalismo de Boteco e aqui de nosso site, aceitou encarar o desafio de publicar um dos seus textos.

Comportamento

TANTAS VEZES MORRI DE AMOR

18:05


A gente passa por cada decepção nesta vida e até chega a pensar que não aguentará e que morrerá de desgosto. Mas a gente não morre, a gente supera, a gente cria cicatrizes e aprende a não ser tão bobo. Aprende a olhar melhor o outro, a reparar com calma e extrair a verdade dos olhos e da fala. 

Já morri de amor tantas vezes. De desgosto muito mais. A vida é assim: morte e ressurreição. Nesse mundo de desilusão a gente é fênix, minha gente. A gente sempre ressurge das cinzas. A gente sempre levanta do tatame e recomeça, pois a batalha não acaba em uma luta. Não é um round que define os nossos caminhos.

Tantas vezes eu morri de amor. Tantas vezes eu morri de desgosto. E hoje eu olho para cada cicatriz e relembro os lugares que passei. Olho com pesar e gratidão para cada pedrinha que me fez tropeçar. A gente cai e pragueja, mas lá adiante a gente agradece. São as quedas que nos tornam fortes. São elas que nos direcionam ao caminho certo. Cair dói. Isso é indubitável. Permanecer no chão, beijando o solo, acariciando a pedra, é opção nossa. 

A gente tem a mania besta de cutucar a ferida para que ela não sare. Porque a gente tem medo de não ter mais machucado para cuidar. A gente faz dos ferimentos “bichinhos de estimação”, porque é mais fácil conviver com uma ferida antiga. A gente tem medo de se machucar de novo, então nos abraçamos aos machucados antigos. 

Então, para hoje, eu só peço que cada baque nos torne pessoas mais atentas, que cada tombo nos fortaleça um pouco mais. Decepções são involuntárias. A gente não tem controle sobre as ações das pessoas. O que nós podemos fazer é decidir como reagiremos a elas. Que a gente reaja sempre muito bem. Amém.

@eupamelamarques

FANPAGE

DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos publicados aqui neste blog são de minha autoria ou de autores convidados. As fotos e gifs foram retiradas de sites como Pinterest e Tumblr, sendo assim, para de fim direitos autorais, declaro que as imagens NÃO pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente comigo por meio do e-mail: adm.pamelamarques@gmail.com. Eu darei os devidos os devidos créditos.