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terça-feira, julho 24, 2018

É preciso dizer adeus àquilo que não faz sentido


Bloqueei meu ex-namorado nas redes sociais após uma conversa com o meu eu interior. Após dizer infinitas vezes que a nossa história havia ficado no passado e perceber que não haveria a possibilidade de mantermos uma amizade saudável. Não doeu em nada fazê-lo. Porque pela primeira vez me olhei com gentileza, me questionei o que esperava daquele contato e me deparei com duas afirmativas: não havia vontade de reatar o namoro, tampouco saco para me desvencilhar das inúmeras investidas.

Bloqueei não porque me fazia mal, pelo contrário. Bloqueei porque enterrava ali a nossa história. Bloqueei para não deixar vestígios dele em minhas buscas, bloqueei como forma de fechar a porta e jogar a chave fora. Bloqueei para jogar a última pá de terra e, por fim, enterrá-lo. Bloqueei porque respeito o sentimento que carrego no peito e honro quem me desenha meus melhores sorrisos. Bloqueei porque em minha vida não há espaço para quem foi covarde comigo e me tratou como uma coisa qualquer. Bloqueei porque o perdão não me impõe manter laços.

É preciso dizer adeus àquilo que não faz sentido. É preciso honrar suas lágrimas e ter respeito pelas suas noites mal dormidas. É preciso ter consciência de que nossas escolhas é que ditam o nosso futuro. É preciso se perguntar se o outro é capaz de oferecer aquilo que buscamos. É preciso voltar ao passado, voltar às feridas antigas e se questionar se você está disposto a viver tudo novamente. É preciso, sobretudo, coragem para tomar as rédeas da própria vida e seguir em frente.

Bloqueei meu ex-namorado nas redes sociais, não porque ele me atingia ou por sentir saudades. Bloqueei porque se as redes fossem um caderno bloquear seria arrancar a página. Bloqueei porque para mim ele é apenas mais uma persona non grata em minha vida. Bloqueei porque não me importa, porque não faz sentido, porque para mim já não significa nada. 

Bloqueei.

quarta-feira, junho 13, 2018

TANTAS VEZES MORRI DE AMOR


A gente passa por cada decepção nesta vida e até chega a pensar que não aguentará e que morrerá de desgosto. Mas a gente não morre, a gente supera, a gente cria cicatrizes e aprende a não ser tão bobo. Aprende a olhar melhor o outro, a reparar com calma e extrair a verdade dos olhos e da fala. 

Já morri de amor tantas vezes. De desgosto muito mais. A vida é assim: morte e ressurreição. Nesse mundo de desilusão a gente é fênix, minha gente. A gente sempre ressurge das cinzas. A gente sempre levanta do tatame e recomeça, pois a batalha não acaba em uma luta. Não é um round que define os nossos caminhos.

Tantas vezes eu morri de amor. Tantas vezes eu morri de desgosto. E hoje eu olho para cada cicatriz e relembro os lugares que passei. Olho com pesar e gratidão para cada pedrinha que me fez tropeçar. A gente cai e pragueja, mas lá adiante a gente agradece. São as quedas que nos tornam fortes. São elas que nos direcionam ao caminho certo. Cair dói. Isso é indubitável. Permanecer no chão, beijando o solo, acariciando a pedra, é opção nossa. 

A gente tem a mania besta de cutucar a ferida para que ela não sare. Porque a gente tem medo de não ter mais machucado para cuidar. A gente faz dos ferimentos “bichinhos de estimação”, porque é mais fácil conviver com uma ferida antiga. A gente tem medo de se machucar de novo, então nos abraçamos aos machucados antigos. 

Então, para hoje, eu só peço que cada baque nos torne pessoas mais atentas, que cada tombo nos fortaleça um pouco mais. Decepções são involuntárias. A gente não tem controle sobre as ações das pessoas. O que nós podemos fazer é decidir como reagiremos a elas. Que a gente reaja sempre muito bem. Amém.

sexta-feira, abril 27, 2018

Quem deve ser prioridade?

Tem sonho que fica no papel por muito tempo, porque a gente não tem disposição para correr atrás ou porque caminha na direção oposta. Se a linha de chegada está à direita, você não a alcançará se for para a esquerda. Estou desde a manhã analisando onde venho errando nos últimos anos e cheguei à conclusão de que eu não tenho foco o suficiente e que não tenho como prioridade os meus sonhos.

Dói olhar para dentro de nós e enxergar as nossas falhas. Dói, mais ainda, saber que todo mundo é prioridade e você não. Tantas vezes eu já ouvi da minha irmã que eu precisava pensar mais em mim e que a minha generosidade apesar de bonita ainda ia me custar muito caro.

Eu preciso parar de abraçar problemas que não são meus, de deixar as minhas coisas de lado para ajudar os outros, de me deixar em segundo plano porque preciso socorrer quem me pede ajuda. Tem fardo que eu não preciso carregar. Tenho refletido bastante nos últimos tempos, em 2015 estava obstinada atrás de um sonho e deixei escorrer por entre os dedos por pura permissão minha, porque desviei o olhar do meu objetivo.

Não me arrependo dos abraços que dei e da mão que estendi. Mas eu ando bem cansada de ser boazinha, de sempre estar disponível para apagar incêndios que eu não acendi sequer um fósforo, de tentar resolver problemas que não são meus. Às vezes a gente precisa dizer “nãos” para que a consiga viver. Eu não aprendi a dizer, infelizmente. Mas espero, de todo o meu coração, inserir essa palavra no meu vocabulário. Hoje eu amanheci bem reflexiva em relação às minhas amizades, aos meus amores, ao que venho plantando e fico entristecida por enxergar que grande parte das minhas relações são infrutíferas.

Eu preciso aprender a separar o joio do trigo o mais rápido possível. Ou então perderei a colheita da minha vida. É como diz lá em 1 Coríntios 6;12: Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.Que eu acorde para a vida e aprenda a me colocar em prioridade e pare de ser a pessoa que de tão boazinha passa a ser trouxa.

quarta-feira, março 07, 2018

Eu não perdi minha esperança

Sexta-feira passada meu coração me deu um falso alerta: eu estava morrendo. Respirei fundo. Contei até três e repeti a mim mesma que não, eu não estava morrendo. Era só a minha ansiedade batendo à porta. Entrei no banheiro, liguei o chuveiro e enquanto a água caía eu repetia: eu estou bem, eu estou bem, eu estou bem. Nada novo sob o céu. Há alguns anos venho lidando com essa visita desagradável e sempre inesperada. Nunca sei quando vou ter um surto. Sempre é doloroso. O ar me falta, meu coração acelera e a mente fervilha. Tão doloroso parecer uma bomba-relógio prestes a explodir.

De sexta para cá me isolei o máximo que pude. Tenho mais de cem mensagens para responder e a vontade que eu tenho é só de descansar. Às vezes a cabeça da gente pede descanso; ela pede silêncio. A minha vem pedindo paz. É como se ela dissesse: "tira férias, se cuida um pouco". E há alguns dias venho me permitindo desligar o celular ao chegar em casa, tomar um banho, assistir a novela com minha família ou simplesmente ir dormir.

Acontece que nem sempre dá para sumir por completo. A vida pede que a gente olhe com responsabilidade para as nossas obrigações. Então, aos poucos eu vou me obrigando a cuidar daquilo que é primordial. Este texto nem deveria ser tão pessoal, afinal o blog não é um diário. Mas ele acaba sendo reflexo daquilo que sinto. A gente escreve aquilo que há em nós. E há alguns dias venho lutado com esse desespero que se instalou dentro do meu peito.

Antes que você pense: "ela perdeu as esperanças". Eu quero te dizer que não perdi. Eu só compreendi que não dá para ser forte o tempo e que eu posso sofrer também. Que eu posso chorar no colo de Deus e dizer que eu não aguento. Que eu posso olhar para mim mesma e me abraçar como se fosse uma criança que acabou de se machucar ao cair. Que eu posso sim dizer que não quero falar com ninguém, que quero meu espaço e sofrer calada. Que eu posso entender a minha humanidade e ser um pouco vulnerável vez em quando. 

Esses dias eu decidi que caminharia devagarinho e que não maltrataria mais meu coração por causa das escolhas alheias, que não deixaria a minha mente me sabotar por quem sequer teve cuidado comigo, por quem nunca me amou ou por outros motivos mais que me assombram. Esses dias eu decidi que só me cabe aquilo que está sob meu controle e aos poucos vou percebendo que me abraçar foi a melhor decisão que eu tomei nos últimos tempos.


quarta-feira, janeiro 24, 2018

Ouça seus amigos!


Acontece de você namorar alguém sem confiar completamente. Principalmente quando você acredita que o ser humano é capaz de se regenerar e de mudar. Aposto que você já se envolveu com alguém que desligava o celular na sexta-feira à noite e só dava sinal no início da segunda-feira ou que mentia olhando dentro dos seus olhos e te convencia a acreditar.

Mas daí você pensava: o celular deve ter ficado sem bateria, ele não é capaz de mentir olhando dentro dos meus olhos ou outras tantas razões, que você encontrava como desculpa, para convencer seu próprio coração que devia continuar dando chance àquela pessoa. Acontece que nem todo mundo é capaz ser honesto em uma relação e infelizmente a vida nem sempre é tão bacana a ponto de desviar os nossos caminhos desses, como diria lá no meu amado nordeste, embustes.

Nem todo mundo é capaz de identificar alguns desses sinais, principalmente quando a paixão está latente. Por isso, eu digo: escute seus amigos e ouça seus pais. 90% do que eles dizem sobre as pessoas que nos relacionamos é verdade; o problema é que nem sempre estamos dispostos a ouvi-los. Quantas vezes você ouviu de sua amiga: “esse cara não presta, amiga!” ou “ele vai fazer você sofrer”, e você simplesmente fechou os olhos, ouvidos e fingiu que nem era com você? Inúmeras vezes, não é mesmo?

Por puro conhecimento de causa eu afirmo que é importante dar uma atenção àqueles que nos exortam, é preciso observar os sinais e pesar as circunstâncias. Costumo dizer que desculpas constantes é sinal de falta de compromisso conosco. Quem deseja estar realmente ao nosso lado não faz da nossa vida a casa da mãe Joana, tampouco é displicente com o nosso coração. Quem deseja estar ao nosso lado é transparente e sabe a importância que é dividir a vida com outro alguém. Por isso, mas uma vez eu digo: se quiser perdoar, perdoe. Só não dê ao outro a falsa ideia de que tudo bem errar sempre, porque você sempre o perdoará. Há uma grande diferença entre perdoar e ser feito de trouxa. Não se enquadre, por favor, na segunda opção.

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Você é maior!


Às vezes as coisas saem do nosso controle e nos desesperamos. Antes de mais nada eu te digo: "você não é capaz de controlar tudo". Sei que saber isso não ameniza em nada as dores que possam surgir disso. Queria te dizer também que ser quem somos pode nos machucar mais que uma lança a se trespassar pelos nossos corações. Mas não há nada neste mundo que seja imutável. Magoamos quem amamos por puro despreparo ou porque simplesmente não nos atentamos aos sinais.

Nós somos um amontoado de questões. Somos a escola que frequentamos na infância, somos o primeiro trabalho que nós ingressamos, somos os debates que participamos na faculdade, somos e somos. Sempre seremos aquilo que nos cerca. Mas somos, ainda, aquilo que nos propusermos a ser. Hoje você me vê com meus defeitos muitos e a minha falta de habilidade em dar as rédeas ou ceder às gentilezas que me oferecem. Olhar para meu interior, a minha essência e me sentenciar a viver para sempre com os meus defeitos e olhar e dizer: você é incapaz de mudar, porque as pessoas não mudam.

Sentenciar alguém aos seus erros sem o benefício de perdão é acreditar na máxima de que pau que nasce torto, morre torto. A vida se desenrola muitas vezes de forma adversa do que desenhamos. Ninguém espera que uma manhã de sol se torne um dia tempestuoso. Ninguém em sã consciência aguarda um terremoto sendo que pode escapar dele. A vida é mesmo uma roda gigante e quando pensamos que alcançaremos o céu, estamos embaixo ouvindo o tiozinho dizer que é hora de descer.

A vida é injusta demais. Ela não te retribui a mesma benevolência que outrora você tivera. Até mesmo porque a vida não é uma troca. Amor não é balança em que pesamos o que sentimos. Cada pessoa é um universo particular e cada um lida de forma diferente com as tribulações que lhe surgem pelo caminho. Há quem diante de uma tormenta se jogue ao mar por puro desespero, há quem fique no navio esperando a morte porque não acredita que haja solução e há quem reme até os braços doerem e as mãos calejarem.

Tudo é questão de como olhamos para determinada situação. Como seria o mundo se todas as pessoas olhassem paras as dificuldades com olhos de pessimismo? Às vezes nós só precisamos olhar com calma para a estrada que percorremos para entender o motivo de caminharmos até ali. Às vezes é necessário manter a espinha ereta, olhar com serenidade e gentileza para aquilo e àqueles que amamos e entender o motivo de permanecermos e lutarmos tanto uns pelos outros.

Às vezes a gente só precisa olhar para nós mesmos, diante do espelho, e se perguntar: por que eu cheguei até aqui? Desistir na primeira tribulação é não reconhecer o caminho percorrido. É se ver menor que os problemas. Sendo que em tudo na vida, em tudo que nos dispusermos, seremos sempre maiores.


quarta-feira, janeiro 10, 2018

Ainda bem que você chegou


Marisa Monte canta a gratidão que há em meu coração por você ter chegado. Eu que tive meu coração dilacerado e me perguntei se algum dia voltaria a confiar em alguém. Eu que tive todos os meus sonhos jogados no lixo e vi todos os meus planos indo embora. Eu que chorei rios e mares pelo amor que eu jurava ser eterno. Eu que me vi perdida, olhando para o espelho, perguntando aos céus qual seria o próximo passo. Eu que deitei na cama, um final de semana inteiro, e só levantei na segunda-feira para trabalhar.

Não tenho escutado tantas músicas mais e tenho evitado seriados onde o amor impera. Meu coração se tornou um pouco duro, eu confesso. Mas cá dentro vejo que algo está mudando. Você consegue de mim as minhas maiores gargalhadas e devo admitir que a sensação de barriga doendo de tanto sorrir é, infinitamente, mais gostosa do que as famosas borboletas. Eu nem acredito na calmaria que se tornou a minha vida de uns tempos para cá. O temporal que me acompanhava, vez ou outra, se afastou de mim. Não há prenuncio de tempestade. Não há sinal de mudança de tempo. Só o azulzinho do céu abraçando a minha alma. Confortando o meu coração.

Eu devo ser muito clichê, mas todo mundo é um pouco quando se encanta por alguém. Tenho estado tão mais tranquila por saber que há você para dividir os meus dias, por ter você para contar um pouco dos meus anseios e medos, para tomar uma garrafa de café enquanto contamos sobre as complicações do trabalho ou simplesmente para maratonar Game of Thrones no final de semana. A vida tem sido bem generosa comigo, apesar de dizer a todo momento que não desejo ir tão a fundo e que devemos ir com calma. 

Você me olha nos olhos, me abraça pelo meio e me chama de baixinha geniosa. Ficamos ali no meio da sala, enquanto ouvimos Roxette, dançando sem mexer os pés. Você me envolve no abraço mais sincero e gostoso que já senti. Você me tem ali entre os braços e eu só sei agradecer, mais uma vez, por você ter chegado. A vida parece bem injusta quando nós sofremos, parece carrasca quando nos magoa, mas ao pouco vamos entendendo todas as suas razões. A gente cai agora para lá na frente se reerguer mais forte. A gente esfola um pouco os joelhos, mas logo tudo se cicatriza. 

A gente não entende porque algumas pessoas se vão até que outras cheguem.
Ainda bem que você chegou.

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Não faça joguinhos, faça amor!


Em algum momento da sua vida você encontrará alguém que tentará medir forças contigo em relação ao sentimento. Essa pessoa te deixará no vácuo infinitas vezes, porque não quer demonstrar interesse demais. Sumirá alguns dias para mostrar que não é tão disponível ou só aparecerá em dias específicos: os da semana, para ser mais exata. Dito isso, já te adianto: não vale a pena embarcar em competição de quem se importa menos. Não faça joguinhos, faça amor.

A vida é tão curta para ficar esperando o outro se decidir se quer ou não. Para esperar que o outro se digne a te enviar uma mensagem convidando para sair. Não se submeta a viver esperando que o outro te note ou te queira. Se há joguinhos demais dê a partida por vencida e se levante da mesa. Você não precisa provar a ninguém que é um bom jogador. Você não precisa se manter em uma relação que te obrigue a lutar o tempo inteiro. Nós precisamos entender que relações não são ringues de batalha e compreender que "tá tudo bem" desistir de vez em quando. 

Pelo bem da sua saúde mental: se desligue de quem é desligado de você. As pessoas precisam compreender que desinteresse cansa e ser indisponível não é atraente. Se o outro te oferecer silêncio, retribua a gentileza. Não entre na paranoia de tentar provar que você é bom o suficiente ou de que "ninguém me ignora". Se o outro te rejeita, siga o baile e procure alguém mais acessível. A vida é grande demais e o nosso leque de possibilidades é infinito. Fique com quem faz questão de você e que aprecia a sua companhia.

Há uma linha muito tênue que separa o lances de relações promissoras. Quem te procura só quando quer não está preocupado em manter uma relação contigo. Um relacionamento é construído na constância, no diálogo e na permanência na vida do outro. Se você acha que tudo bem dar o seu tempo a quem te quer só quando convém, okay. Mas se você busca algo duradouro observe a atenção que o outro dedica a você. Quem nos quer de verdade abre a porta da casa, não uma fresta da janela. Quem nos quer de verdade procura nos oferecer o seu melhor. Você não precisa brigar por uma relação. E, por essa razão mais uma vez eu repito: amor não é ringue de batalha.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Não seja tão disponível


A gente pode dar vários conselhos aos outros, mas sempre pecaremos em alguma coisa. Aquele velho ditado: "casa de ferreiro, espeto de pau", já me vestiu lindamente em vários momentos da vida. Dia desses estava conversando com uma amiga e disse a ela que não deixasse de ter convívio social por causa do relacionamento dela. Logo eu que deixei de fazer inúmeras coisas para estar ao lado do meu ex-namorado, logo eu que não aproveitei meu aniversário - um dos dias mais especiais da minha vida - porque ele não se importou em "estar" ao meu lado, logo eu que desmarquei passeios, cinemas e saidinhas, porque queria ficar com ele.

Amar é realmente uma delícia, mas viver para isso é uma loucura. Olho para trás e penso que à época aquilo para mim parecia o correto. Hoje olhando a situação por um outro prisma percebo o quanto negligenciava a minha vida em prol de quem, em determinados momentos, não se importava realmente com os meus sentimentos. Deixar de aproveitar o aniversário e me trancar em um quarto, chorando, talvez tenha sido um dos piores episódios da minha vida amorosa até aqui. Descobrir que essa pessoa me traía naquele dia, então. 

Acontece que a gente ama, porque nascemos para o amor. E infelizmente ou felizmente enxergar com a razão nem sempre é possível. Mas de tudo o que aprendi até aqui, se me permitam aconselhar, eu afirmo: não desmarque seus compromissos por causa de uma pessoa. Não seja tão disponível. Nenhuma relação deve ser o centro da sua vida. Cada pessoa deve ter um momento sozinho, para curtir os amigos e espairecer. O amor é livre e pede a liberdade de ser e estar em qualquer lugar.

Estar ao lado de quem amamos é maravilhoso e quando se ama então, é divino! Entretanto, a gente precisa ponderar um pouco, pois até amor em excesso faz mal. Você pode ler esse texto e pensar: "ela está dizendo isso, porque foi traída". É, muito provável que você tenha razão. Porém, como sou da vibe que prega a resiliência tenho a política de pegar os limões que a vida me dá e fazer deles limonada. Dessa relação carrego comigo não apenas decepções e rancores, mas aprendizados que levarei para a vida. E o maior deles, talvez, é que nenhuma relação deve ser maior do que o apreço e o amor que temos por nós mesmos.

Ninguém vale a nossa paz.
Ninguém.

sexta-feira, dezembro 29, 2017

Você merece o amor


Abrace os seus ideais e não se preocupe se as pessoas acharão que é loucura. Faça uma aula de dança, de mergulho, de patinação ou de violão. Dance na chuva de terno e gravata ou vá até o Jalapão curtir o calor de Tocantins. Beije o seu amor de forma inesperada e com os olhos diga o quanto ele é especial. Abandone seu emprego se ele não te fizer feliz, agarre novos sonhos e não tenha medo de recomeçar. A maioria das pessoas só percebem que estão infelizes quando não há mais tempo para mudar; mude.

Viaje sempre que quiser.
Conheça novos lugares, pessoas e culturas. Desbrave o mundo e construa a sua história em cima daquilo que você acredita. Colecione bilhetes de ônibus, carimbos no passaporte, check in's em suas redes sociais. Vá atrás daquilo que move o teu coração e não se importe com o apelido de andarilho. Acumule experiências. Seja rico de memórias.

Ame sempre. 
Não tenha receio de se doar por medo de que não haja reciprocidade. A maioria das pessoas fecham seus corações por experiências mal sucedidas; não tome para si o mesmo destino. Abrace o amor que bater à sua porta e não se esqueça de retirar os entulhos do relacionamento anterior. Todo mundo é um ser único, é um universo inteiro de possibilidades, não defina o seu futuro baseado em uma experiência ruim. 

Planeje-se.
Há um velho ditado que nos diz que quem muito quer acaba ficando sem. Anote em um caderninho suas prioridades e tente separar apego de necessidade. Carregamos muitas coisas desnecessárias conosco: amores antigos, caos interno, problemas não resolvidos. Olhe para dentro de si, analise o seu interior e pergunte ao seu coração quais os seus sonhos. A nossa vida começa a andar quando paramos, por um instante, para nos indagar se estamos no caminho corre.

 Ame-se.
Tenha carinho pela pessoa que você é. Saiba se olhar com mais gentileza e perceber que até as tuas imperfeições te fazem um ser único. O nosso primeiro amor deve ser aquele que nos encara todos os dias no espelho. Não tenha medo de se amar do jeitinho que você é. Você é, escute com muito amor o que irei dizer, alguém que merece o amor.

sexta-feira, dezembro 08, 2017

O coração é de mocinha


Há quem confundisse minha personalidade forte com braveza. Nunca fui daquelas mocinhas que acreditava em tudo que diziam, que se calava para qualquer um colocando o rabinho entre as pernas e de cabeça baixa ia embora. Sempre fui mulher de gênio forte, mulher que quebra o pau mesmo quando precisa, que dá soco na mesa, que grita mais alto e que encara o desacato com olho no olho.

Sou daquelas que se precisar pega boi à unha com sangue nos olhos. Mas no fundo, no fundo, o coração é de mocinha, viu? Não é que eu mudei. É que eu cansei de bater de frente, cansei de tentar administrar os vários tipos de mulheres que tenho aqui dentro e decidi ser mais gentil comigo mesma. Chega uma hora em que o amor-próprio grita mais alto e a maturidade nos ensina que trabalhar para ser alguém melhor faz um bem danado, sabe?

Não desejo ser melhor para ninguém, quero ser melhor pra mim, quero poder olhar no espelho e dizer "PQP"! Nunca imaginei que esse tão famoso mulherão da porra estivesse escondida em algum lugar aqui dentro". Tô querendo conectar meu coração com a minha mente a ponto de poder dominar a fera, entende? Acalmar meus demônios que querem passear sempre fora de mim, mesmo quando eu não permito. Tô querendo entrar em uma discussão, vencer no olhar e em pensamentos dizer: "não, isso não vale a pena, porque sou muito melhor que qualquer desprazer que queira tirar a minha paz" Mas tudo isso por mim. Por ter entendido que o que realmente importa nesse momento é a minha paz de espírito. 

Quero ter cada vez mais certeza que a felicidade consiste também em fazer o outro feliz, sem maldade e sem máscaras aparentes. Ando mesmo é querendo cada vez mais dar férias à minha alma, e rezo para que nada e nem ninguém nesse mundo consiga roubar esse estado de paz e de graça em que eu me encontro agora. Hoje me visto de camaleão e mudo minhas cores, hoje bato de frente com o que vier, só que com elegância e maturidade. Muitas coisas continuam iguais, outras mudaram muito por aqui. Só não se esqueça: de boba não tenho nada, o coração é de mocinha, mas ainda existe o tic tac de uma bomba relógio aqui dentro. 



quinta-feira, novembro 02, 2017

Eu superei você!


Você não faz ideia do quanto eu fiquei parada no tempo, desde que você me deixou. Eu vivi, por uns bons meses, esperando que você aparecesse, me ligasse e dissesse que queria voltar, que sentia minha falta e que ter terminado comigo foi um erro.
Perdi várias noites de sono imaginando o dia que você bateria à minha porta e me pedisse perdão por todas as atrocidades que havia me dito, por ter sido um machista idiota. Cê nem imagina o quanto eu analisava dentro de mim todas as fases do nosso relacionamento, tentando encontrar um ponto em que tivera sido meu maior erro, o ponto crucial de tudo ter se encaminhado para o fim. Em que momento a minha culpa tinha se estabelecido.
Eu chorei, sofri, fui consumida por um sentimento que, até então, eu não conhecia e que jamais deveria ter me acusado dele – a culpa. Demorou muito tempo até que eu entendesse que não havia culpa, mas até lá, eu me deitava do seu lado da cama, perdida em mim, sem aceitar que seu lugar estava vazio, e sem coragem de ocupá-lo, com medo de você voltar.
Depois de tanto tempo sofrendo por puro costume, eu me toquei que você é só mais um babaca egoísta e egocêntrico, e foi isso que mexeu com você quando me viu aquela noite. Não foi amor. Foi arrependimento por ter visto que minha maquiagem me fazia brilhar, que meus olhos reluziam a minha superação, que meus cabelos estavam ainda mais longos – do tamanho que você sempre quis – e a minha postura mais adulta e divertida ao mesmo tempo.
No meio da noite, quando já tinha tomado umas doses de coragem – whisky – chegou no meu ouvido e disse “você está mais linda” e quer saber? Eu estou mesmo!
Senti meu mundo desabar por tanto tempo, lutando com as lágrimas que não cessavam, acreditando que a vida seria a eterna ausência de você. Mas eu não poderia estar mais enganada. Diante de tanta dor, eu descobri uma eu cheia de coragem e que saberia se reinventar em meio a tanto caos.
Eu caí. Uma queda livre até o fundo do poço. Me machuquei inteira e até hoje carrego hematomas na pele e lesões na alma. Mas eu superei! Eu consegui me erguer do que era o fim de tudo o que acabou. Consegui recomeçar e tudo que eu queria era sorrir de alegria e chorar de alívio, por tudo aquilo ter acabado. Eu era uma bagunça, mas agora eu era a minha própria bagunça e não mais a de alguém, o peso de alguém.
As suas cantadas baratas não me afetam mais, porque hoje eu não quero que você volte. Não quero que surja nem no meu quintal, porque você é destruição para qualquer coração, e hoje eu sei disso. Sei que você nunca me mereceu, porque se merecesse, a vida não seria tão melhor sem você!

quarta-feira, novembro 01, 2017

Não deixe ninguém te rotular. Você pode ser o que bem sonhar!


Estive pensando outro dia em como adoram padronizar e estigmatizar as coisas, incluindo pessoas. É um tal de pode e não pode, deve e não deve, que a gente fica mais perdido que cego em tiroteio. Tudo tem sempre que se encaixar nesse quebra-cabeça social perante tantos olhos julgadores.

Se o modo como você vive sua vida não estiver condizendo com seu perfil, sua profissão, sua classe na sociedade ou seu nome, te julgam por ser diferente, estranho ou, claro, louco. E aí eu me pergunto, de onde surgiu tanta responsabilidade? Vocês já pararam para pensar no tamanho da nossa complexidade?

Eu fico boquiaberta quando paro pra ler histórias e biografias de tanta gente incrível que era conhecida apenas por suas profissões. E ao ler sobre essas pessoas você descobre que elas eram muito além de toda essa popularidade singular. Sabe aquela apresentadora do jornal? Tão séria, muitas vezes parecendo robotizada e com suas falas programadas e densas. Ela é uma excelente bailarina, não podia ser mais autêntica e livre em seus passos quando dança; tão leve como uma pluma sendo flutuada pela gravidade.

Não dá para rotular pessoas. Somos imprevisíveis. Nós temos um arco-íris de desejos e anseios dentro de nós, um redemoinho de vontades, uma curiosidade que transcende nosso ser. Se a gente se limitar e não viver tudo aquilo que a gente deseja e sonha, a gente perde o sentido da vida.

Viver não é escolher uma profissão. Não é ter que mudar sua personalidade para viver naquele padrão imposto pela sociedade. Não é enfiar uma máscara de médico, advogado, engenheiro, juiz, e ter que ser sepultado no fim da vida esperando ser aclamado e conhecido apenas por ser um profissional excelente (ótimo se for). Eu quero mesmo é ser reconhecido por ser um bom ser humano; fascinante, surpreendente. É desse tipo de gente que quero encher minha vida.

Nós somos uma explosão de querer, somos feitos de vontades, e são elas que nos mantêm com esse brilho nos olhos que ilumina qualquer ambiente sem luz. Nós somos luz, energia; somos feito pra ter todos os tipos de cores nessa vida, pra vestir por aí qualquer roupa e sentimento que bata no nosso peito. Podemos encher o rosto de glíter mesmo quando não for carnaval, e dançar com a roupa rasgada enquanto lava o quintal.

Ninguém tem o direito de nos dizer qual ritmo devemos dançar, qual cor devemos usar, e qual postura devemos assumir só por causa de uma escolha profissional. Por trás daquele terno, daquele jaleco, daquele uniforme, há uma mente borbulhando de sonhos e ideias, uma alma avoada almejando a próxima viagem e imaginando qual a próxima parada; há sempre um coração apaixonado dançando de felicidade ou, às vezes, chorando de saudade.

Eu não quero apenas viver pra ser reconhecida por algo tão singular, não tem cabimento apenas uma escolha profissional que fiz me definir durante toda a vida; não, eu quero ser, eu sou, muito além do que um trabalho.

Eu sou plural em cada pedaço, sou a música que arrepia o corpo inteiro e faz mexer os pés sozinhos. Sou o livro cheio de escritas tão detalhadas e descritivas, sou a poesia que nasce do fundo da alma, escorre pelo corpo todo até chegar nos dedos e se esparramar por uma página.

E se você ainda quiser me rotular, boa sorte ao tentar; só não sei se existem rótulos suficientes que caibam tanto viver, querer e sonhar.



sexta-feira, outubro 27, 2017

Você merece perdoar



Tocar com sinceridade o olhar nos olhos do outro é acumular um universo mágico de gratidão e compreensão de enredos que nos despertam para a Vida. Mas pense comigo, se você e esta outra pessoa, se permitem que esta porta do partilhar um capítulo da Vida seja tecida em conjunto e que existe uma história, porque sentir ressentimento e procurar buscar razões para julgar o outro, por ventura, ter usado as vestes de dor e angústia sobre você? Somos diferentes, com tantas e incríveis particularidades, mas nos amarramos em meio a sofrimentos com as mesmas lágrimas.

Julgar as ações do outro, é não escutar o tilintar do próprio coração, e acabar por dar permissão a se findar na própria culpa, se escondendo em feridas e passado. E aí, você procura respostas a tudo: no outro, em sua zona de conforto, em livros, em consumos e tantas outras coisas que acabam por não preencher este vazio, que você está a sentir pulsar forte. E o segredo para encontrar esta resposta que você procura está dentro de você: o perdão!

Perdoar é uma escolha em recolher todas as mágoas, angústias e as dores da esperança do que não aconteceu e lançar fora. Perdoar é libertar-se. Não significa concordar ou aceitar, mas é soltar este controle de um passado que o deixa acorrentado em amarras da infelicidade. É renascer para um coração livre.

O perdão é a maior manifestação de Amor que temos em nossa vida. Permita deixar que o coração fale por você e jogue fora todos os pensamentos e sentimentos negativos que amargam a alma. Mas para iniciar este movimento do perdoar é necessário ir além, num ciclo em: limpar, curar, encerrar, (re)começar, salvar. É preciso sair do ego que nos veste e entrar na alma do outro e entender que há uma razão para que aquela pessoa funcione daquela maneira, que a leva a agir de uma forma diferente da sua. 

Transforme a sua dor neste Amor. Somente dessa maneira, passamos a ter gratidão por aquela pessoa que nos ensinou o mais difícil que é aprender a ser capaz de perdoar. E quando acontecer, de uma forma genuína, o amanhã estará logo ali, de braços abertos, te esperando e cheio de folhas em branco para você começar a colorir. No seu tempo, com as suas escolhas, comece.




quinta-feira, outubro 26, 2017

Dona de mim mesma!



Por muito tempo fui uma consequência, fui aquilo que a vida fez de mim: um pássaro na gaiola. Muitas vezes as pessoas foram minha gaiola. E eu? Eu só queria ser uma garota como todas as outras. Eu repeti durante anos que queria ser “normal”. O mundo caótico vomitava nos meus olhos todos os dias, mesmo assim preferia fingir que estava tudo bem e continuar com minha vontade de ser só mais uma garota.

O meu caráter fiz sozinha. Sozinha, assim me sentia. Errei, cai inúmeras vezes, tentei mil vezes até estar onde estou hoje. Consegui sobreviver, outros no meu lugar arrancam o pescoço. E na verdade acho que ainda não tenho muita noção de tudo. Busquei em outros abraços a contenção que me faltava, o resultado foi um coração partido.

Quis ser rebelde, porque esse era meu adjetivo quando me entender era mais difícil. A falta de atenção que grita, ninguém escuta, mas vários julgam. Queria ser “normal” e queria paz. Paz era algo que parecia impossível. E a minha ideia errada de que amar exige sacrifícios, que estava tudo bem me deixar para depois. Me convenci de que ficar quietinha era melhor, porque assim era aceita.

Quis ser rebelde e independente, então fui morar sozinha. Minha necessidade de me libertar. E saí todas as noites, conheci pessoas, joguei corridas de carro, festas. Era tudo tão inseguro, e o que eu precisava mesmo era de um porto seguro. Tantas contradições. Trabalhei, saí do emprego, voltei e saí de novo. Mil falhas, milhões de julgamentos. Queria mesmo que alguém acreditasse em mim. Se alguém tivesse acreditado, minha vida teria sido completamente diferente.

Os adultos fazem suas escolhas e quem paga por elas são as crianças. Eu paguei, até os juros. Anos passaram e mesmo assim todos querem tampar a caixa, porque abrir machuca. E foi depois de extrapolar, de bater a cabeça, fazer meus próprios conceitos. Depois de muito caminho andado. Depois de tudo, finalmente senti que sou uma boa construção.

Parei de esperar retorno, eu vou por minha conta mesmo. Parei de fantasiar com aqueles amores de filme, não sou amarga, mas esse não é mais meu ideal de felicidade. Não acredito mais em meias verdades, mas enxergo as atitudes bonitas. Não deixo minhas vontades para depois, não busco ser aceita. Hoje me encontro muito mais mulher do que menina. Dona de mim mesma, segura no meu agir, em harmonia com tudo aquilo que sinto.

Sei onde quero chegar e vou chegar. Sou tudo o que por tanto tempo procurei em outra pessoa. Determinação, adoro essa palavra.

Quando cheguei na minha psicóloga, lembro que disse algo assim: “meu corpo não é um lugar confortável agora”. Me sentia alma que queria escapar, sentia que algo me sufocava. Nas últimas sessões tenho repetido que gosto de estar comigo mesma. Me aceito. Me reconheço. Sabe o amor-próprio? Pois é. Agora acho lindas minhas tantas definições, meu gosto pela arte, meus escritos, meu jeitinho. Em 2017 começou uma vida muito mais vida. E eu agradeço.

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sexta-feira, julho 07, 2017

A saudade me venceu, mas vou me recuperar!



Prometi a mim mesma não falar mais com você. Mas a saudade me venceu. Acabei ouvindo as mesmas músicas, tendo os mesmos pensamentos. Perdi pra mim mesma, quebrei a promessa. Por um lado, foi bom, pois coloquei o ponto final que faltava. A vida também é feita de derrotas. Uma derrota a mais por sua causa, não faz diferença. Já quebrei muitas regras pessoais por você. Caí mesmo, diante da vontade de me aproximar, sem necessidade. Não estamos mais brigados. Menos uma coisa pra perturbar a minha paz, pronto.

Agora vou me recuperar disso. Manter afastados os pensamentos do que teria sido. De como adorava a sua companhia. De que era louca pra conhecer a sua família e os amigos que não conhecia. De que quis estar nas fotos com todos onde você estava lá, sozinho entre eles. De que eu seria uma parceira incrível pra você. Talvez uma mulher como você nunca teve ao seu lado. Você conhece muitas e tem sempre alguma no seu pé. Mas quantas dessas foram parceiras? Quantas dessas te deram um chocolate ao leite e ouviram de você “eu te amo, cara!”? Eu sei, você gosta de chocolate amargo. Naquele dia eu não sabia, só sabia que gostava de chocolate.

Tenho a forte impressão de que você vai seguir nessa vidinha por longos anos. O eterno lobo solitário. Eu quis ser o seu sol, quis estar próxima. Ser aquele colo especial pra quando você precisasse, ser aquele cafuné que nada tem a ver com sexo, ser aquele olhar de amor para os seus dias pesados. Mas você não quis. Você me atormentava tanto, que tudo o que eu criei pra mim como regras pra me afastar de caras que provavelmente me fariam mal, você quebrou uma a uma. Nunca tinha ido atrás de ninguém depois de terminar. Nunca tinha cogitado voltar com quem não deu certo de primeira.

Sinceramente, não sei o que me faz pensar em você. Mentira, eu sei! Mas eu vou me recuperar. Vou retomar o meu juízo, me lembrar do quanto você tem atitudes que não vão de encontro ao que eu prezo. Parar de lembrar só da parte boa de tudo, parar de me iludir. Esquecer dos seus abraços e beijos. Esquecer do seu olhar que sabia quanto eu estava mal. Esquecer do seu cuidado comigo. Todo escritor tem que ter um amor que não deu certo, assim como todo compositor também tem ter. Você foi o meu.

Ah, obrigada por me responder. Não me arrependo de ter te procurado. Vou voltar as coisas pro lugar, vencer meus pensamentos e lembranças boas sobre você. Te enterrar de novo em minha vida. Pra ser bem sincera e realista, nem amor você foi. Você foi a minha doença, a minha paixão, o meu tormento, a manifestação mais forte de insanidade amorosa que alguém pode sofrer na vida. Eu só via o seu lado bom, fiz de você um cara quase perfeito e a saudade gritou em mim. Mas do mesmo jeito que criei todo esse cenário na minha mente, eu desfaço! Vou me recuperar. Saudade a gente põe do tamanho que a gente quer.

Claro que eu torço pra gente se esbarrar de novo. Claro que eu peço à vida pra poder te ver de novo e a gente se abraçar. Eu sinto saudade do cara legal que você é. Na verdade, eu não quero nada que venha de você. Só distância mesmo. Você acaba com o meu sossego e isso é péssimo. Seja feliz, bem longe de mim.


A saudade me venceu por hora, mas eu sou mais forte que isso, vou me recuperar. 


quarta-feira, junho 21, 2017

Aprenda a derrotar o seu ego!



O ego é aquela parte de você que insiste em vencer sempre. Em estar com os holofotes apontados pra você o tempo todo. Querer ser sempre o vencedor, o dono do palco, é um belo convite à frustração. Por exemplo: em um relacionamento onde uma das partes quer e a outra não, é o ego que vai fazer a que quer, insistir até que a parte que não quer, mude de ideia. Péssimo negócio! Não se planta interesse onde não tem!

Enquanto a razão dirá “sai fora disso”, o ego vai dizer “continua insistindo que você leva essa também”. As pessoas mais maduras têm facilidade em compreender que o ego deve ser derrotado em muitos momentos.

Aliás, fica aqui, uma ode à maturidade! Ela é adquirida a medida em que quebramos a cara, popularmente falando. Porque é isso mesmo que acontece. Quanto mais apanhamos da vida, quanto mais passamos por situações que nunca imaginamos, mais maduros ficamos.

Maduros, fortes e experientes. Assim, podemos vencer o ego. São necessários três ingredientes para vencê-lo:

- A maturidade;
- A resiliência;
- A razão.

Esses três juntos, são capazes de vencer o ego. Existem certas guerras que são mais belas, quando perdidas. O ego não admite isso! A lei dele é “vencer sempre”. Aprender a vencê-lo é ideal para saber quando é momento de dar aquele passo pra trás.

A vida adulta exige essa avaliação. Há momentos em que perder te dá a vitória da paz. De ter a sua saúde psicológica preservada. Ninguém vai entender o porquê de você não ter por exemplo, comprado aquele carro. Afinal, você “tinha tudo” pra ir lá e comprar. Mas você já não tinha paz durante a negociação dele. Diante da dívida que iria assumir. Então você optou por dar um passo pra trás.

Isso é maturidade. Dar ouvidos a razão. Ser resiliente. Não é fácil vencer o ego. Ele existe até em ações sociais, em projetos de voluntariado. Já viu algum caso de um voluntário que queria se aparecer mais que o outro em uma ONG? Isso é o ego aflorando. É um exercício diário, tentar vencê-lo.

Quando conseguir realizar esse feito pela primeira vez, vai notar que era melhor assim. E as próximas podem ser menos pesadas. Vencer o ego é uma necessidade da vida moderna. Queremos likes, queremos parabéns, queremos curtidas em fotos, queremos ser os fodões sempre. O ego grita a todo momento pra que tomemos atitudes.

E como fica a nossa paz? A nossa saúde psicológica? Tem muita gente ganhando bem financeiramente em seus empregos, mas sendo subjugada por uma liderança que não tem o menor tato com pessoas. Ganham bem, mas estão praticamente em depressão por ter de “engolir” muita coisa diariamente. Tem status, mas não tem uma noite de sono tranquila. Tem um bom ganho mensal, mas estão descontando as frustrações em alimentos.

E assim, criando outro problema: o da baixa estima. Tudo por quê? Por dar voz ao ego. Desmotivação profissional cria pessoas insatisfeitas. E insatisfação pessoal acaba gerando outros transtornos. Tem muitas pessoas obesas no mercado de trabalho, que ganham bem. Vale à pena? Ser obesa não é um problema. O problema nasce quando você se olha no espelho e não gosta do que vê.

Como fica o salário bom? O ego nesses momentos não ajuda. Só te impulsiona a seguir no que não te faz bem. Em prol do “vencer sempre”. Há momentos em que dar um passo pra trás é o melhor a fazer.

Pense nisso! Reflita sobre onde o seu ego precisa ser vencido!




terça-feira, dezembro 13, 2016

Sobre ser forte


Pedro caminhava solitário pelo parque naquele fim de tarde. Envolto em seus pensamentos, trazia em uma das mãos uma antiga foto de seus pais e na outra um diário em que, por muitos anos, escrevera suas poesias que quase ninguém lia. Sentou-se num banco de madeira de frente para onde crianças corriam e brincavam com seus pais. Pedro, do alto de seus quase 30 anos, abriu o diário em uma de suas velhas poesias e leu com a voz embargada um trecho: 'Estrelas são almas eternas / Despedem-se da sua luz quando em vida / Transformam-se em brilho / Brincam de guiar nosso caminho / Mas trazem consigo o pesar da despedida'. Lembrou que não era bom com as palavras, ensaiou um sorriso, colocou a foto de seus pais marcando aquela página, fechou o diário e chorou.

Somos bilhões de Pedros no mundo. No preâmbulo do manual de qualquer macho moderno, há a mesma frase escrita há centenas de anos: "Homem que é homem não chora". Mas quando fora determinado que é sinônimo de ser forte não derramar lágrimas?

"Malditos ninjas cortadores de cebolas, mal posso ver seus movimentos" - já diria aquele seu amigo que chora mas tem vergonha de assumir (rsrs). Em uma sociedade ainda dominada pelo machismo, saber a hora certa de admitir que os seus canais lacrimais existem e trabalham, ainda que não com tanta frequência, é alentador. Criamos dentro de nós um monstro chamado alter ego que nos faz acreditar na nossa incrível capacidade de estarmos acima de qualquer problema. Ledo engano.

Confiar na sua capacidade de resolver as questões que envolvem sentimentos de perda é bom, mas jamais devemos descartar algo de suma importância: não estamos sozinhos no mundo! Já parou para pensar que do seu lado pode ter alguém precisando de você? Ou você precisando da pessoa? Fraqueza? Não! Estamos sendo fracos se pensarmos em sermos fortes o tempo todo. Não há como ser. Em algum momento haverá a necessidade de externar as aflições e colocar pra fora suas dores. Cada um tem seu jeito. Algumas pessoas saem e enchem a cara, outras se entocam na casa da(o) amiga(o), outras viajam para espairecer, outras escrevem...

terça-feira, janeiro 26, 2016

A Lua dela é em câncer


Ela não vem com manual de instrução, mas você vai perceber – aos poucos – que ela tem um modo peculiar de observar a vida. O Sol dela vive brigando com a sua Lua: ela é de Áries. O coração da moça vive sempre na corda bamba, sempre em seu limiar, lutando bravamente para se manter calma e serena. Ela é de Áries e você sabe, nós sabemos, todos sabem, o quanto é perigoso – em determinados momentos – estar ao lado dela. Ela carrega dentro de si um vulcão prestes a entrar em erupção, mas a Lua dela é responsável por adormecer e, até mesmo, apagar esse fogo que há em seu interior.

Ela traz no peito toda a doçura de morangos campestres – aqueles vermelhos que se dissolvem na boca – e todo o fel que as bocas inteiras, desde a criação do mundo, já experimentaram. Ela não se entende. Quem a entende? Ela ri de piadas bobas com a mesma intensidade que chora por causa de comerciais de margarina. Ela sente muito, com muita força, com muito pesar, com muita violência. E quando vê que não é correspondida da mesma forma se apavora, a Lua dela a maltrata, derruba-a na lona arrancando o pouco da dignidade que lhe restara.

A Lua dela é em câncer. E a gente percebe que não poderia ser outra, tendo em vista que ela é relicário de amor. Seus carinhos transbordam. Jorram feito água depositada sem zelo dentro de uma jarra. Ela ama, ama muito, ama com força. E não há quem diga que o seu Sol tenha gosto de sangue, que ama incitar a guerra, que provoca rebeliões, que incendeia aldeias inteiras, porque ele se faz tímido diante da beleza, da “reluzência” e de todo o encanto que o luar provoca sobre as pessoas.

O abraço dela é perigoso e quem esteve em seus braços sabe. Ele é casa arejada, com janelas abertas, convidando a luz do sol a entrar pelas frestas e é um vespeiro – outras vezes – em que se recomenda, no mínimo, 10 km de distância. A moça é uma incógnita, é tesouro que se esconde nas profundezas do mar. E seu coração, ah! Seu coração é o único mapa capaz de desvendar os mistérios que ela traz em sua alma. Dizem, reza a lenda, que quem conseguir ler, traduzir os caminhos, e conseguir se equilibrar entre sua doçura e acidez será um bandeirante a desbravar os céus e mares que há em seu interior. Ela é para piratas e forasteiros. Ela é.

Fotografia: Théo Gosselin.

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Seja feliz hoje!


Moça, aprende uma coisa, a sua intensidade vai assustar muita gente, principalmente aqueles que não estão dispostos a te conhecer verdadeiramente. Mas não se incomode, tem muita gente nesse mundo que vai olhar pra ti e dizer: "que sorriso lindo!". Então, não se acanhe, não seja menos porque os outros não estão acostumados a ver pessoas com o coração em fogos de amor.

Cuide do seu jardim, plante boas sementes, cultive bons sentimentos, e você sempre vai colher novos sorrisos, novos sonhos, novas oportunidades de ser feliz. Tem quem pense que a felicidade se encontra numa amizade, num amor, numa conquista, estão certos também. Mas a verdadeira felicidade, se pratica todo dia, na simplicidade, na forma de levar a vida, no desejo de sorrir mais, de espalhar gentilezas e de guardar o que for bom.

Aprenda a sorrir nas dificuldades, por mais triste que esteja, um sorriso traz paz, te faz mudar o foco, organizar as prioridades, enxergar novas opções. Se coloque sempre em primeiro lugar, faça por você, sonhe e realize por você, seja feliz porque você merece. Não tenha medo, antes só, com o coração feliz por simplesmente estar viva e ter saúde, do quer ser rodeada de falsos abraços.

Desde o momento em que a gente nasce, passamos por tantas coisas, tantas perdas, tantos obstáculos, mas o importante é que estamos de pé, apesar dos tombos e vendavais, um coração meio remendado, muitas decepções, uma coleção de desilusões, alguns mares de lágrimas, mas nada disso importa se ainda cremos no amor, se ainda temos fé que toda luta tem sua recompensa, que todo sonho tem lugar para se realizar, que toda dor vai passar, que o que for de verdade vai ficar, e sabe, o que tem que permanecer, tem uma força enorme pra ficar ao seu lado, sem desculpas.

Mesmo com tudo ao contrário, com tantas faltas, você não deve absorver as coisas ruins, não deve se deixar levar pela negatividade e desamor alheio. Seja leve, seja sorriso, seja você. Não dê espaço para o que te impede de ser feliz, de prosseguir, de viver tranquilamente, com a alma em paz. Tem muita gente que diz ser seu amigo, que diz que quer o seu bem, que finge que gosta de você, para te deixar cheia de nós. Livre-se! Liberte-se!  Seja mais você, bem se queira, seja laço que enfeita a vida com sorrisos bonitos.

E do fundo do meu coração, eu desejo uma vida cheia de amor, cheia de fé, cheia de positividade e cheia de luz. Seja você o centro da sua vida. Não importa quem passou e não ficou, o que importa é que você está dançando conforme a música, e que o seu caminhar seja florido, claro, que vai ter alguns espinhos, mas busque ser o melhor que você possa ser, não para os outros, mas para você.

Tomara que você encontre pelo caminho, pessoas que sejam inteiras iguais a você, e precisem de você o tanto que você precise delas. Que todo sentimento seja mútuo, recíproco e faça bem pro coração. E se não for nada disso, esqueça, mude a rota, e busque coisas novas. A mudança depende de você, mude muito, mude toda vez que for preciso, e o principal, moça bonita da alma florida: seja feliz hoje, agora, todo dia, nesse instante, seja muito feliz, espalhe muitos sorrisos, ria até as bochechas doerem e o coração suspirar. É pra isso que você veio a este mundo, ser feliz de corpo e alma. Entregue-se!

Colunista: Sabrina Braga.
Ouça a música. É um presente!