Bloqueei meu ex-namorado nas redes sociais após uma conversa com o meu eu interior. Após dizer infinitas vezes que a nossa história havia ficado no passado e perceber que não haveria a possibilidade de mantermos uma amizade saudável. Não doeu em nada fazê-lo. Porque pela primeira vez me olhei com gentileza, me questionei o que esperava daquele contato e me deparei com duas afirmativas: não havia vontade de reatar o namoro, tampouco saco para me desvencilhar das inúmeras investidas.

Bloqueei não porque me fazia mal, pelo contrário. Bloqueei porque enterrava ali a nossa história. Bloqueei para não deixar vestígios dele em minhas buscas, bloqueei como forma de fechar a porta e jogar a chave fora. Bloqueei para jogar a última pá de terra e, por fim, enterrá-lo. Bloqueei porque respeito o sentimento que carrego no peito e honro quem me desenha meus melhores sorrisos. Bloqueei porque em minha vida não há espaço para quem foi covarde comigo e me tratou como uma coisa qualquer. Bloqueei porque o perdão não me impõe manter laços.

É preciso dizer adeus àquilo que não faz sentido. É preciso honrar suas lágrimas e ter respeito pelas suas noites mal dormidas. É preciso ter consciência de que nossas escolhas é que ditam o nosso futuro. É preciso se perguntar se o outro é capaz de oferecer aquilo que buscamos. É preciso voltar ao passado, voltar às feridas antigas e se questionar se você está disposto a viver tudo novamente. É preciso, sobretudo, coragem para tomar as rédeas da própria vida e seguir em frente.

Bloqueei meu ex-namorado nas redes sociais, não porque ele me atingia ou por sentir saudades. Bloqueei porque se as redes fossem um caderno bloquear seria arrancar a página. Bloqueei porque para mim ele é apenas mais uma persona non grata em minha vida. Bloqueei porque não me importa, porque não faz sentido, porque para mim já não significa nada. 

Bloqueei.