As minhas palavras hoje estão tímidas e fugidias, assim como as lágrimas que hoje insistem em escorrer pela face. E sou toda tempestade, daquelas que inundam, desabrigam, causam estragos. Porque eu não sei até que ponto eu estou mergulhada nisso, sabe? Nesse sentimento. E também por não saber se quero continuar dentro, pois não agüento mais. E ontem, sonhei-te horrivelmente, tu falavas de nossas coisas abertamente com os teus amigos, magoando-me. Falando de meus sonhos, de minhas palavras, chamando-me de menina-boba. E rindo com eles. E eu via, chorava.

E então, eu fico pensando em todas as coisas que nós conversamos. Se elas lhe causam risos, e isso me dói. Não sei ser de outra forma, só poética assim. Boba, como tu dizias no sonho. E indireta. E hoje, meus olhos estão pesados assim como o céu. Viste o céu hoje? Quase negros. As nuvens quase chorosas tão parecidas comigo. Queria hoje dizer-te o quanto de você há dentro de mim, mas eu não posso. Porque eu realmente não sei. Estou tão cansada de mim, desse sentimento, de toda essa confusão.

E quando eu acordei hoje, ridiculamente chorando, soluçava e pensava: - Meu Deus o que eu estou sentindo. E me doía, sabe. E você me dói tanto vezenquando, que não tem noção. E hoje eu queria só entender o que há em mim. E que meus olhos parassem de transbordar.
Hoje o que sinto por você me traz tristezas, incertezas.

Sei que foi sonho, mas me pareceu tão real.

Pam.