quinta-feira, março 05, 2015
Querido Nando,
terça-feira, outubro 15, 2013
Azul
quarta-feira, outubro 02, 2013
Guerra ao coração
segunda-feira, setembro 30, 2013
Ah, a felicidade!
terça-feira, maio 28, 2013
Do inesperado.
domingo, março 24, 2013
Das vontades.
segunda-feira, março 11, 2013
Fé no amor.
"Never had much faith in love or miracles
Never wanna put my heart on the line
But swimming in your world is something spiritual
I'm gonna get every time you spank the night"
— Bruno Mars.
terça-feira, maio 22, 2012
Costura-se um coração
Só que ando meio cansada de toda essa libertinagem. Essa história de não ter lugar onde pousar, não ter raízes - ou melhor-, não ter terra profunda o bastante para que elas se fortaleçam. E então, eu penso que ando fora do tempo, que já sou um pouco antiga, que não tenho mais idade para [re]começar.
E enquanto eu olho para o reflexo no espelho, mudo a tonalidade de voz para alcançar meu próprio coração, com tons que mudam de manso a severo. Complicado é convencer "alguém" tão genioso a fazer o que a cabeça acha que é correto. Difícil é entender o que se passa dentro, quando não se sabe o que acontece fora. E nesse emaranhando de confusão, acho que na verdade queria algo [ou alguém] que me completasse.
E mais uma vez eu respondo um questionamento com a palavra: difícil.
quinta-feira, outubro 13, 2011
Não há coração que resista.
E a história começou com os créditos subindo naquele telão preto do cinema. Não
deu tempo de se envolver, de emocionar os telespectadores, porque ela começou
pelo final.
Eu me apaixonei, perdidamente, por ela. Ela não entendia como em tão pouco tempo um sentimento dessa forma havia se instalado aqui dentro e eu, inutilmente, tentava lhe explicar. Ela tinha o coração tão duro e era sempre tão ríspida com as palavras, sempre me desencorajando. Dissera que não poderia corresponder qualquer sentimento, porque não tinha mais espaço para amores em seu coração. Sempre lhe lembrava o real motivo de estarem ali e repetia inúmeras vezes a mim: FOCO, tenha foco. E isso me magoava deveras. Porque ela sempre conseguia me desconcertar com o olhar tímido e me desmontar com os seus nãos consecutivos e ainda assim eu continuava lá.
Por quê? Porque ela me fizera experimentar uma das sensações mais incríveis, que há muito eu havia esquecido: ser um adolescente apaixonado. Ela não entendia. Eu não queria mais explicar, queria apenas que ela sentisse que era real. E eu a olhava ininterruptamente por horas enquanto ela, sequer, me devolvia o olhar. E eu pensava: poxa, como ela é difícil. Eu sempre querendo agradá-la e ela sempre esquivando. Eu dizendo que estava apaixonado e ela apenas pensativa, eu dizendo que a amava e ela assustada pedindo para eu pisar no freio. E eu sem saber o porquê dela ser assim, tão desconfiada, tão dura consigo mesmo.
Sempre achei que as mulheres desejassem ter alguém aos seus pés, que lhe contasse os sentimentos inconfessáveis, mas ela era diferente. Ela não queria. Ela que tem palavras tão bonitas, que escreve poesia e fala de amores, se recusava a ouvir que eu a amava, que eu a queria. Não deu para entender ainda o desfecho disso tudo. Ela simplesmente pediu que eu a abandonasse, que não a procurasse e assim eu fiz. Ela não sabe, mas sinto falta de dormir conversando com ela. Ou melhor, de ficar esperando uma resposta e receber às 4 da madrugada um sms dela dizendo: eu dormi.
quarta-feira, janeiro 26, 2011
Das manhãs ensolaradas.
Enquanto eu como aquelas rosquinhas de polvilho que tu dizes não gostar por sujar os dentes, eu penso como a minha rotina mudou desde que você entrou em minha vida. O amor deixou de existir apenas em minha mente, tornou-se real e de certa forma palpável: com tuas ações, teus gestos, teus toques. Dessa forma. Acho gostoso esse amor inventado, sem medidas, sem ter que pesar. É tão estranho se encontrar dentro de alguém da forma que me encontro dentro de você. É estranho pensar que estivemos longe por tanto tempo, sem saber da existência do outro e ainda assim conseguir viver.
Eu já te contei que tudo é possível, amor? Nesta ciranda que é a vida. Nessa roda-gigante que insiste em rodar incessantemente?
Então, apenas feche os olhos. Assim como aquela criança que sente segurança na voz do pai, que mesmo correndo o risco de cair continua em frente por saber que se cair terá o pai para levantá-la.
Sinta o vento no rosto.
Veja os olhos das crianças querendo algodão doce.
Olhe o vendedor com suas bexigas coloridas.
E se você conseguir encontrar poesia em tudo isso.
Saiba que não me enganei quando te disse: sim.
segunda-feira, janeiro 03, 2011
O amor é a nova onda.
Ele. Uns 7 anos mais velho. O tempo exato de sua última aparição. Não havia mudado quase nada. A não ser o rosto com linhas de expressão mais fortes. Ele esboçou um sorriso nos lábios e sentou-se ao seu lado: "Bom dia, moça. Que milagre é esse!" - Disse-lhe com um sorriso estonteante. Devolveu-lhe um sorriso amarelo, mais pela timidez do que qualquer outra coisa. Ele tinha o dom de desconcertá-la desde sempre. Ela, porém, limitou-se a assentir com a cabeça. Fechou o livro em seguida e fitou-lhe os olhos. Mergulhou por um instante.
- Pego carona com meus pais até aqui. Há alguns meses. - Por algum motivo ela sentiu-se envergonhada após dizer isso. E o silêncio reinou entre os dois naquele momento, ela pensou em pegar o livro novamente e folheá-lo, mas desistiu quando ele lhe perguntara:
- Posso ligar pra você essa noite? - Com um sorriso largo ele lhe perguntou.
E ela apenas assentiu e lhe passou o seu novo número. A parada seguinte era do moço de olhos verdes e cabelo militar. Cinco minutos após sua descida ela recebera um torpedo.
- Não é por acaso que nos encontramos. Até à noite. Marcos.
Ela sorriu e pensou: "Que 2011 seja diferente!".
O cobrador vendo seu sorriso disse: "Parece que alguém usou rosa na passagem do ano."
Feliz DoisMileOnze!
segunda-feira, dezembro 20, 2010
A flor.
“Existe uma flor que me desperta desejos. Ela tem a sua face quando eu a
observo. Consigo enxergar além do pólen e suas pétalas. As cores lilás e branca me remetem a um vestido seu de renda.”
Eu via seus pés sujos de terra branca. Aquela que está ao redor do parquinho. O seu vestido de renda parecia dançar com a brisa de um jeito tão sereno, que me lembrava uma criança. Lembro-me que dissera quando criança havia ganhado de sua mãe um vestido de crochê rodado e que fica por horas dançando. Como se fosse realmente uma dançarina, o ritmo da lambada fazia com que as suas rodadas fossem tão incríveis e perfeitas, sei que apesar da pouca idade você já via poesia ao dançar.
É engraçado como consigo projetar essa imagem da cabeça, mesmo não estando lá. Vejo você dançando e ao redor várias pessoas batendo palma no ritmo da música, encorajando-a, dando forças para continuar. E em seus lábios o sorriso infantil e a cinturinha requebrando sem maldade, dançando apenas sonhos. Tudo é tão preciso até mesmo aquela flor enorme de maracujá que você insistia colocar no cabelo. Dizia que precisava ficar tão exuberante quanto às dançarinas profissionais. Ora, moça quanto anos tinha?
Fico rindo imaginando você com toda sua doçura tentando ser mulher. Então, crio situações em que “você-criança” veste as roupas de sua mãe, calça os sapatos, usa seus colares e pinta seu rosto com maquiagem. Até olhar para o espelho e fazer o trejeitos de sua mãe, como a cara de zangada que ela sempre faz ou de piedade quando você se machuca. Moça, não estive na sua vida por muito tempo, mas a minha imaginação faz-me te conhecer tão bem. Perfeitamente.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Senta aqui.
terça-feira, janeiro 05, 2010
Ocre.
Eu preciso da nicotina em minhas veias, porque me entorpece deixando-me mais leve. Eu necessito dessa dose a mais, porque ela emaranha os meus sentidos separando o que é real do fantasioso. Está vendo? Na verdade eu sempre precisei daquilo que é palpável e que você não pôde me dar. E em cada tragada e gole eu te encontro. E você me é melhor assim: “engarrafado”. Porque eu te bebo e vou sentindo você deslizar dentro de mim.
E meu batom, que outrora era cor-de-rosa, hoje é vermelho. Porque vermelho é a nova cor para mim, nada de azul que me remetem ao céu, de verde esmeralda que me lembra a verde grama, do marrom que me lembram os teus grandes olhos. Nada disso. Quero o vermelho que dá raiva no touro, que o incita ao ódio, que machuca e fere. Porque nada mais me importa, sabe. Porque eu não sinto, mesmo sentindo. Porque há em mim um misto – que não é bom. É nada, misturado com coisa nenhuma, enroscada em ausência. É oco, é árido. Terra seca sem vida. E eu gosto, quer dizer, assim prefiro.
Porque azul me dá náuseas, verde não me comove e o marrom tampouco me importa agora. Porque você para mim era caixa de lápis de cor e hoje só quero saber de canetas. Isso. E embora você não tenha culpa, eu me tornei assim, amarga. E a minha cor de hoje é ocre.
E não queira saber o que essa cor significa pra mim.
(Postagem coletiva de amanhã nesse blog - Post Coletivo. Visite e saiba como participar.)
terça-feira, dezembro 29, 2009
Todo azul do mar;
E você me cantou todo azul do mar dizendo que era por causa da fitinha. Que a sua mãe gostava e que você, mesmo achando brega, gostava da poesia da música. Eu ri novamente. Porque você sabia que eu era bem boba com essas demonstrações de afeto e então corei. E nós nos fitamos por alguns instantes a mais. E o sol escondia-se atrás dos prédios anunciando que era hora de ir, mas você continuou ali. E eu sentia que as minhas emoções sempre mudavam quando te tinha por perto, mas não compreendia. E eu ficava me perguntando se a gente se amava, sem que os meus lábios se abrissem - apenas em pensamento. E você me lia claramente. E nossos olhos confusos e tímidos avistavam o nada, só o horizonte. E não precisamos dizer nada. E então eu lembrei que não houve um adeus, um até logo ou breve e que as despedidas nunca fizeram parte de nosso cotidiano. E a gente se pertencia e ponto final. Porque não tivemos um fim de fato.
E você me veio assim manso e sem pretensão alguma. Deitando-se em minhas pernas continuou ali por várias horas, até que a Lua estivesse no alto do céu. E eu te acariciava os cabelos negros como a asa de uma graúna e te cantava More than Words e a gente sempre se amava daquela maneira. Contida. Só com palavras, porque os gestos e toques já não nos satisfaziam mais. E naquela noite eu não te beijei e pela primeira vez vimos que era melhor assim. Porque não era necessário que nossos lábios se tocassem para que soubéssemos que éramos de fato um do outro.
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Dos encontros;
Começou a devanear, em mente, o rapaz que lhe roubara os sentimentos. Estava tão absorta que não percebera a aproximação do carro que vinha velozmente, colocou os pés na pista e foi repelida para trás pela buzina ensurdecedora do Vectra verde. Xingou, murmurou alto. E o moço que dirigia abaixou o vidro do carro dizendo: - Mel, não te vi menina. Perdoe-me. De súbito ela reconheceu a voz, claro. Está estava tão impregnada em seus sonhos e pensamentos que lhe era impossível não reconhecer: Ele! - Pensou.
Gaguejou um pouco até recuperar o fôlego. Ela estava ensopada da cabeça aos pés e ele gentilmente abriu a porta do carona obrigando-a a entrar. Perdeu a voz. Ele retirou a blusa e lhe deu para que se secasse e ela enrubesceu. Observando a timidez da moça ele disse: - Não te acanhes, tão logo cheguemos a casa me visto. Ela apenas assentiu. E em pensamentos pensava: - Como assim chegar a casa? Não vai me deixar na minha casa? Somente pensou. Não quis perguntar, deixou que a noite fosse dele, assim como a direção.
Chegando a casa trocou-se e lhe ofereceu uma toalha. Ela olhou-o atônita. Ele sempre ligava para ela, mandava-lhe mensagens, mas ela não conseguia enxergar nada, além disso. Suas deixas sempre a deixava confusa e ela não sabia o quê de fato ele pensava. E agora eles estavam lá, calados, olhando um para o outro. Ele, por sua vez, cansado de todas as entrelinhas e indiretas disse-lhe: - Doce. Sou-te apaixonado, fato isso. O sorriso molhado da moça rompeu o silêncio que acabara de se estabelecer com essa revelação e ela que outrora era toda tristeza, não se conteve e beijou-o como desejava há tempos.
Depois em seu ouvido ele disse: - Viu que não precisava ter medo? Sempre fui teu. Mas a incerteza também me consumia hoje, porém, vendo-te ali. Criei coragem. E juro que se soubesse dos teus doces beijos teria dito antes. Gosto-te, pequena.
sexta-feira, novembro 20, 2009
Alan,
(...) nem as torrentes, das grandes águas, conseguirão apagar esse amor, pois suas chamas são fogo ardente, mais do que amor é bem mais forte esse amor. De abraço esmagante, de ausência torturante, de noite e luz e feito esse amor, de dor incomparável, consolo inestimável, de vida e cruz é feito esse amor. Nicodemos Costa ♫
Os meus olhos sentem saudade do teu sorriso claro e largo, amor. Daquele teu abraço que me afastava a tristeza e das tuas mãos que limpavam as minhas lágrimas. Hoje você me doeu, sabe? De uma maneira tão intensa que o meu corpo não quis levantar da cama, nem meu travesseiro conseguiu abafar os meus soluços que insistiam em demonstrar que havia algo errado dentro de mim. Sinto tanta falta de ti, do teu carinho, da proteção, de poder confiar em alguém.
Eu sinto falta de ser amada e sinto que o amor morreu contigo. E me dói.
Dói tanto que minhas lágrimas me escorrem pela face enquanto escrevo isso, tudo tão embaçado.
Dói-me sentir que os meses estão passando e em minha mente sua imagem está cada vez menos nítida, você está sumindo de mim e eu tento estender a mão e você não a alcança. Será que amar é sempre assim? Nunca ganhar, só perder?
Sabe eu me lembro dos teus telefonemas do nada só para dizer “oi”, do som de seu cavaquinho, de você rindo da minha dificuldade de fazer as notas no violão, de sua mão estendida para atravessarmos a rua. Sim, você era o único que não ria desse meu medo, compartilhava.
E eu me perdi, Alan. Desde que você me deixou, aqui sozinha. Só com a dor. Eu te via em meus sonhos diários e isso amenizava, mas de repente você sumiu de lá também. Ainda não sou forte o bastante para ficar sem você, por completo.
Eu queria hoje, principalmente, que você me enxugasse as lágrimas, beijasse a minha testa como você costumava fazer, me abraçasse e jogássemos dama. Queria que você me dissesse que eu não estou louca, que não estou perdida. E que eu não afasto as pessoas que eu amo, que não sou má, só um pouco desatenta e medrosa.
Mas você não vai me abraçar, né? Sim, eu sei.
Pâmela, a priminha.
sábado, novembro 07, 2009
O trem;
Os segundos vão passando rapidamente e o trem não vai esperar você chegar, bonito.
Eu me agarro apenas a esperança de você ter reparado, captando tudo que sempre houve entre nós, as minhas entrelinhas e alguns deslizes que cometo, propositalmente, para que descubras o que há além das palavras, dentro de mim.
O trem apontou na curva, meu bem. E eu ainda não consigo enxergar o teu rosto entre milhares de rostos que circulam a estação. Os meus olhos se enchem de lágrimas, mal posso enxergar as letras garrafais de um pôster de que diz: “haverá sempre um amanhã para recomeçar”.
O trem chegou e eu continuo sentada em cima da minha mala cheia de esperança, sonhos e desejos. Bagagem essa que levarei não sei para onde, mas que não poderia deixar aqui contigo. É, bonito, você vai mesmo me deixar partir. Eu sei.
E meu peito aqui cheio e congestionado quer gritar, chorar. Queria que as coisas fossem diferentes, que quando eu colocasse os pés dentro desse trem eu te avistasse.
Adeus, meu amor.
E você permanecerá sempre dentro de mim, bonito. Porque em (...) "minha memória - tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos".
quarta-feira, outubro 14, 2009
Tereza tinha nos olhos saudade.
Saudade daquilo que nunca foi.
Em seu peito guardava um amor de verdade.
Verdade que somente ela acreditou.
Deixa menina - seu coração se encontrar com meu.
E a verdade te mostrar como é.
Se aceitares um acorde de meu cavaquinho.
(...) terás lugar no samba de meu coração.
- Meu coração canta e chora.
É a saudade de tudo...



