terça-feira, maio 28, 2013
Do inesperado.
domingo, março 24, 2013
Das vontades.
quinta-feira, junho 28, 2012
Minha dor.

terça-feira, junho 26, 2012
Eu gosto de você?

Clarice.
quarta-feira, novembro 09, 2011
Amor, felicidade e livros.
sexta-feira, outubro 28, 2011
Demodê.
Perdoe-me, mas sinto que estou sufocando com todo o seu amor. Eu nunca quis romance hollywoodiano em minha vida, não queria acordar com um beijo na testa de bom dia e aos poucos vi isso acontecendo. Tudo era tão mais divertido quando você me ligava no meio da madrugada para nos encontrarmos, quando o amor era explicito na rua, quando o seu carro embaçava em frente ao posto policial. Sabe, são pequenas loucuras que me fazem uma puta falta. Eu não quero terminar como os meus pais, sentados diante da TV assistindo ao noticiário, eu quero é a loucura de sempre.
Olhe. Eu sei que deve estar pensando: porra, toda mulher quer viver isso. E então, eu te respondo que eu também queria até descobrir que dormir de conchinha não é tão mágico assim, que os nossos defeitos ficam mais aparentes a cada despertar, que comer toda noite pizza enjoa. Eu não quero uma vida mediana e é isso que estou tendo ao seu lado. Desculpe minha crueldade, não é proposital, só quero que você entenda que o problema está em mim e não em você. Apavora-me a idéia de magoar você ainda mais e por isso eu decidi ir embora agora, enquanto não há laços tão fortes.
Sei que deve estar com as sobrancelhas levantadas e os olhos semicerrados agora e antes que essa despedida se torne dolorosa demais e que as minhas lágrimas acabem por rasgar essa folha de caderno, me despeço. Adeus, Jhonny.
Com amor,
Rebecca.
segunda-feira, março 21, 2011
Sobre ser poetisa.

Sobre ser poetisa é algo que venho tentando desenvolver durante os anos. É que o amor é algo tão complexo que não dá muito para definir, concorda? Mas, de qualquer forma, a gente tenta reiventar o amor de diversas formas como na poesia, por exemplo. Há coisa mais sublime que o amor redigido? Eu não consigo enxergar forma tão perfeita de amar. Porque podemos inserir em nossos escritos a quantidade de emoção que quisermos e não há como alguém interferir, enchê-lo de mácula. Porque é nosso, apenas nosso. Vem do âmago. E quando sai de dentro de nossos coração não há como alguém, atrever-se a sujá-lo.
Mas é claro, Léo, que não amo apenas em folhas de fichários ou em teclas de computador. Seria até um pecado guardar tamanho amor somente para mim, para encher vezenquando os olhos dos outros. Amo também com gestos, com abraços, com beijos e essa sim é a mais pura forma de amar. Embora, até o presente momento esteja impedida de amar assim. Não por falta de vontade, mas por diversas outras circunstâncias que te direi logo mais. É preciso de tempo ainda para eu me abrir totalmente, apesar de ter encontrado em você a paz necessária para dividir minhas angústias.
Ah, quase esqueci de responder suas indagações. Eu não trabalho por enquanto, apenas estudo cinema e sou apaixonada por roteiro. O meu coração como você deve ter visto é quase um terreno arenoso, por enquanto está passando por uma tempestade no deserto. Sozinho. Mas em relação a família e amigos ele é imenso e sempre cabe mais um. E já que perguntou não há distinção entre a minha família e meus amigos eles são um só.
Me conta da vida, dos amores, dos desejos.
Beijos doce,
Aline.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Resposta.

Sobre a tua letra eu realmente, desde pequena, sou curiosa com a grafia das pessoas. Faço caligrafia desde sempre e quando vi a tua letra curvilínea mostrou uma amabilidade que jamais havia visto em outro lugar. Então, por esse motivo, eu quis te conhecer. E ainda quero. Digo que quero, porque espero que não paremos por aqui. Quero te encontrar cada vez mais em outras linhas, em várias delas. E saiba que eu te leio todos os dias nas colunas que me indicaste. Cara sério e conciso você, hein?!
Não vou me estender tanto. Talvez você esteja pensando que falo demais, mas eu gostaria de saber como anda o teu coração desde então. Eu espero, sinceramente, que esteja melhor e que ele encontre um porto seguro. Você me perguntou sobre mim, acho que não tenho nada a dizer por enquanto, somente que eu sou uma poetisa apaixonada pelas horas, pelas pessoas, pelos dias e que tem um coração sempre vazio. Acho que o amor ainda não quis fazer morada em mim. Então, aguardo pacientemente até que ele me queira.
Acho que é isso, doce. Espero a tua próxima carta.
Beijos e abraço poéticos.
'Line.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Carta entre amigos.

Eu estava esperando algumas cobranças do meu cartão de crédito e por coincidência a tua carta estava entre elas. Eu realmente li a carta inteira sem pestanejar e achei interessante o fato de você ter dito que arrumou um emprego como cronista, adoraria ler os teus textos, pois me chama bastante a atenção. Me interessa. Bem, você deve estar se perguntando: "o que essa louca quer comigo?". A verdade é que eu realmente não sei, mas quis te conhecer e a única forma de conseguir isso foi me arriscando a responder essa carta que nem escrita foi para mim.
Não pense que sou uma doida varrida, que costumo abrir as correspondências dos vizinhos, é a primeira vez que isso acontece. Sou apenas uma moça que se interessou por sua caligrafia. Piegas? Pode até ser, mas consegui enxergar além e acho que estou certa. Consegui ver romantismo em cada traço seu e para minha surpresa o conteúdo da carta confirmou o que eu pressentia. O que não entendo é como um amor pode adoecer assim dessa forma, o ciúme verdadeiramente é uma cárie que corrói sem dó nem piedade. Sei que não direcionou a carta a mim, mas de qualquer forma, é como o poeta Fernando Pessoa dizia: "Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário."
Aline.
Esse texto é uma parceira com a escritora Gabriela Diehl. Leia o início da história em seu site.
