Mostrando postagens com marcador Das parcerias.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Das parcerias.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, maio 28, 2013

Do inesperado.

Em parceria com a bonita da Juliane Rodrigues.


Eu não pretendia encontrar o amor ali e, ainda assim, em meio a tantas equações e orações subordinadas ele me apareceu. E sem pretensão alguma ele se alojou em meu coração. Foi necessário apenas algumas palavras bobas de adolescentes açucaradas. E, antes mesmo que o visse, meu coração já havia escancarado as portas para que ele viesse. E veio.

Primeiro dia de aula, expectativas, ansiedade, coração acelerado, uma curiosidade aguçada por querer saber, ver e conhecer o menino, que antes mesmo de nos encontrarmos, já despertava em mim o sentimento mais bonito. Borboletas no estômago se ouriçaram no momento em que o vi entrar vindo em minha direção. Mal sabia eu que dali, daquele dia em diante o destino se encarregaria de unir os nossos caminhos.

Com o passar dos dias eu me encantava mais, ao observá-lo. Olhos escuros, sorriso largo e um jeito meio desengonçado que acabou chamando minha atenção. Definitivamente eu não me reconhecia mais, tudo em mim parecia estar mudando, sentia como se estivesse a ponto de explodir, frenética. Sabe o contato visual? Então, acho que a partir do dia que o vi, conheci o verdadeiro significado dessa expressão.

Amor à primeira vista existe? Até o presente momento não acreditava. E achava uma babaquice toda essa história de que o cupido vem e solta a flecha, de que o amor vem e nos assalta. Mas era impossível lembrar de todos os meus conceitos, ideologias, diante daquele sorriso que era capaz de derreter uma geleira. O meu coração encontrava-se em estado de liquidificação. Eu sentia que era ele, só podia ser ele.

domingo, março 24, 2013

Das vontades.


Em parceria com a bonita da MF.



Entoava Cazuza na voz rouca da magnífica Cássia Eller em minha mente “eu quero a sorte de um amor tranquilo, com saber de fruta mordida...”. Botei o pensamento no repeat e cantei em silêncio esta mesma música quase a transformando num mantra. Minha testa gelava a medida em que ficava com ela apoiada no vidro da janela. Eu observava a quietude da rua, a noite alaranjada, os pontinhos de luz nos prédios como vaga-lumes que não piscam, a chuva que lavava o asfalto e esfriava gradativamente o mormaço da vida.
Eu desejava viver a música em sua integralidade. Sonhava em ter realmente um amor quase que sobrenatural, algo como Eduardo e Mônica ou até mesmo Romeu e Julieta, e a cada palavra cantada eu juro que rezava para que algum milagre acontecesse e a minha mente divagava em possíveis situações que me faria conhecer alguém. Confesso até que imaginei na clássica esbarrada derrubando livros e a fatídica troca de olhares e de tanto imaginar me doeu um bocado, porque eu via que sonhara demais e que histórias assim são muito hollywoodianas para uma vida normal.
Qual era o problema comigo, afinal? Ou melhor, qual era o problema do mundo? Que mal há em se querer um amor doce, um felizes para sempre bordadinho de clichês? Ando cansada dos quereres e chateada pelas recriminações silenciosas que recebo dos olhares de outrem, só por eu ser sonhadora e amar de mais. E eu amo. Eu amo aquele que não conheço, eu amo aquele que ainda não me descobriu e eu amo o amor que posso inventar para “nós dois”, esse nós que sequer existe.

quinta-feira, junho 28, 2012

Minha dor.








Em parceria com a doce, Brenda Matos.




Por que o teu nome me escorre doce pelos lábios? Eu fico me perguntando se não existe um motivo maior além do sentimento que pulsa aqui dentro, Léo. Como eu não pude acompanhar as evidências sempre tão claras e direcionais. Eu, embora não quisesse acreditar, sabia que o amor estava minguando e mesmo que eu tentasse apertar, segurá-lo em minhas mãos ele acabaria escapando por entre os dedos.


Sim. Eu sei que meu excesso de atenção, os telefonemas longos e açucarados, e até mesmo as minhas declarações na madrugada devem ter te assustado. Mas, sabe? Eu não consigo viver um sentimento pela metade. E quando deito sob as estrelas com os olhos fixos nela eu me pergunto: por que eu o amo tanto? Será que meu amor será suficiente para obrigá-lo a ficar? Será que o amor tem que ser obrigação? Então, eu me questiono muito, Léo. E se tu me fosses transparente, eu não precisaria ter medo de nada. Porque as respostas estariam sempre claras nos teus gestos, mesmo que eu não fizesse pergunta alguma.


Nosso relacionamento nada tem a ver com a sua idade, não a cronológica. Isso tem mais a ver com o que você estará abrindo mão daqui em diante. Sim, eu aguentei até onde pude, mas sabe quando a corda fica gasta demais e acaba por arrebentar? Acho que foi isso que aconteceu. E fico feliz de você ter tido "coragem" de me dizer essas coisas, embora eu acredite que merecia mais de você, uma conversa cara-a-cara, olho-no-olho, porque sempre agimos dessa forma, não é?


E, Léo, entenda. Terminar [o que não começou] não irá me causar dano algum. Porque há tempos venho me preparando para esse momento. Tu não sabes, mas desde o início sabia que o amor e quase relacionamento estava fadado a isso e era apenas questão de tempo. Contudo, espero que você seja bem feliz e não, não tenho pretensão alguma de te esperar. Até breve.


Com meu coração,


Madô.

terça-feira, junho 26, 2012

Eu gosto de você?








Querido Alex,




É tão complicado para um homem dizer: "eu gosto de você", sem soar compromisso? Acho tão absurdo esse seu jeito de lidar com as coisas, como se tudo tivesse segundas intenções, como se tudo o que sai da mim boca dêvesse ser analisado, porque tudo - segundo você -, que eu falo é seguido de entrelinhas ou subentende-se algo. Não. Não é!



Vamos combinar uma coisa? Quando eu digo: "gosto de você". É somente isso. Gosto! Não é um pedido de namoro, de casamento, não estou querendo tomar o chá das cinco com sua família, não quero ficar dormindo na sua casa de conchinha e muito menos deixar uma escova de dentes reservas no seu armário do seu banheiro.



Desculpe, quer dizer, desculpe é o caralho. Eu venho tentado contornar a situação há tempos, tentado colocar na cabeça que você só está com medo, que a sua ex-namorada continua no seu pé, mas quer saber? Cansei. Eu sou maravilhosa, tá! Não é isso que você diz sempre. Então, eu sei que sou M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!! E apesar de você não enxergar isso eu estou pouco me fudendo para você. Se quer saber.



Acontece, meu bem, que pedir desculpas para alguém não arranca pedaço. Reconhecer um erro é uma virtude e, infelizmente, você não é tão virtuoso assim. E sabe, eu simplesmente não me importo com o que você irá pensar depois que ler essa carta. Você não se importou comigo quando me deixou esperando até às 3 da madrugada, não se importou em responder os meus sms suplicantes e muito menos em ser arrogante quando na verdade eu só queria me redimir e consertar o nosso caminho. Quer saber? FODA-SE você.



Com amor,
Clarice.

quarta-feira, novembro 09, 2011

Amor, felicidade e livros.



Eu aprendi com os livros que a felicidade é algo tangível. Quando eu me vi mergulhada em Camões e apaixonada por Caio Fernando Abreu, descobri que o amor também poderia ser sentido com os olhos, com as mãos. E então, eu descobri que poderia criar o meu mundo, que ele poderia ser cor de rosa ou azul sempre. Eu descobri que posso ser autora de finais felizes, que posso fazer alguém feliz com um simples olhar, que tenho o poder em minhas mãos com os meus caracteres.


A verdade é que o amor só te traz dor quando se ama errado. E nesse mundo de livros aprendi como amar certo, mesmo que seja só ilusão, amar é sempre bom. Pelo simples fato de ter alguém para se admirar e mesmo com defeitos acha-lo perfeito. Aprendi que não preciso aceitar as dores que o mundo traz. Eu posso muito bem tornar o meu mundo melhor, mostrando como a felicidade é, para alcança-la não precisa de muito, só apenas da sua imaginação e dos seus sentimentos.


Em parceria com a doce Priscila Orlando.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Demodê.

Carta em parceria com a doce Brenda.


No meu ipod toca Baader-Meinhof Blues aquela mesma música que escutamos naquele barzinho em que nos conhecemos. Ela é deprê mesmo, mas lembra que decidimos que não seríamos convencionais e que nossa música seria essa, nada de muito açúcar e sim o que sentíamos antes de nos conhecer? Só que essa mesma música que antes embalava nossos momentos mais íntimos está conseguindo me arrancar lágrimas, porque nós simplesmente iremos viver o que ela manda. Você não está entendendo, não é? Irá entender quando terminar de ler essa carta e vir que o meu lado no guarda-roupa está vazio.



Perdoe-me, mas sinto que estou sufocando com todo o seu amor. Eu nunca quis romance hollywoodiano em minha vida, não queria acordar com um beijo na testa de bom dia e aos poucos vi isso acontecendo. Tudo era tão mais divertido quando você me ligava no meio da madrugada para nos encontrarmos, quando o amor era explicito na rua, quando o seu carro embaçava em frente ao posto policial. Sabe, são pequenas loucuras que me fazem uma puta falta. Eu não quero terminar como os meus pais, sentados diante da TV assistindo ao noticiário, eu quero é a loucura de sempre.



Olhe. Eu sei que deve estar pensando: porra, toda mulher quer viver isso. E então, eu te respondo que eu também queria até descobrir que dormir de conchinha não é tão mágico assim, que os nossos defeitos ficam mais aparentes a cada despertar, que comer toda noite pizza enjoa. Eu não quero uma vida mediana e é isso que estou tendo ao seu lado. Desculpe minha crueldade, não é proposital, só quero que você entenda que o problema está em mim e não em você. Apavora-me a idéia de magoar você ainda mais e por isso eu decidi ir embora agora, enquanto não há laços tão fortes.



Sei que deve estar com as sobrancelhas levantadas e os olhos semicerrados agora e antes que essa despedida se torne dolorosa demais e que as minhas lágrimas acabem por rasgar essa folha de caderno, me despeço. Adeus, Jhonny.


Com amor,
Rebecca.

segunda-feira, março 21, 2011

Sobre ser poetisa.



Sobre ser poetisa é algo que venho tentando desenvolver durante os anos. É que o amor é algo tão complexo que não dá muito para definir, concorda? Mas, de qualquer forma, a gente tenta reiventar o amor de diversas formas como na poesia, por exemplo. Há coisa mais sublime que o amor redigido? Eu não consigo enxergar forma tão perfeita de amar. Porque podemos inserir em nossos escritos a quantidade de emoção que quisermos e não há como alguém interferir, enchê-lo de mácula. Porque é nosso, apenas nosso. Vem do âmago. E quando sai de dentro de nossos coração não há como alguém, atrever-se a sujá-lo.


Mas é claro, Léo, que não amo apenas em folhas de fichários ou em teclas de computador. Seria até um pecado guardar tamanho amor somente para mim, para encher vezenquando os olhos dos outros. Amo também com gestos, com abraços, com beijos e essa sim é a mais pura forma de amar. Embora, até o presente momento esteja impedida de amar assim. Não por falta de vontade, mas por diversas outras circunstâncias que te direi logo mais. É preciso de tempo ainda para eu me abrir totalmente, apesar de ter encontrado em você a paz necessária para dividir minhas angústias.


Ah, quase esqueci de responder suas indagações. Eu não trabalho por enquanto, apenas estudo cinema e sou apaixonada por roteiro. O meu coração como você deve ter visto é quase um terreno arenoso, por enquanto está passando por uma tempestade no deserto. Sozinho. Mas em relação a família e amigos ele é imenso e sempre cabe mais um. E já que perguntou não há distinção entre a minha família e meus amigos eles são um só.
Me conta da vida, dos amores, dos desejos.



Beijos doce,
Aline.




Esse texto é uma parceira com a escritora Gabriela Diehl. Leia o início da história em seu site.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Resposta.



Se não conseguir localizar o Vinícius eu posso tentar falar com o síndico e conseguir o endereço para você. De qualquer forma esse incidente foi responsável pela nossa aproximação. Fico feliz em ter aberto a tua carta, já que não se irritou comigo, e eu ficarei muito contente se continuares a me enviar cartas. Não se envergonhe, bonito, falar sobre os sentimentos hoje em dia é tão difícil que no primeiro momento além de surpresa eu quis que estivesse falando de mim. Deixe-me explicar, não que estivesses sofrendo por mim, mas que falasses do amor que sentes. É que eu acredito, que nesses 20 anos nunca ninguém me escreveu nada tão bonito, jamais me senti querida assim por alguém como tu queres a Sarah. Desculpe o desabafo, espero que não esteja sendo grosseira.


Sobre a tua letra eu realmente, desde pequena, sou curiosa com a grafia das pessoas. Faço caligrafia desde sempre e quando vi a tua letra curvilínea mostrou uma amabilidade que jamais havia visto em outro lugar. Então, por esse motivo, eu quis te conhecer. E ainda quero. Digo que quero, porque espero que não paremos por aqui. Quero te encontrar cada vez mais em outras linhas, em várias delas. E saiba que eu te leio todos os dias nas colunas que me indicaste. Cara sério e conciso você, hein?!


Não vou me estender tanto. Talvez você esteja pensando que falo demais, mas eu gostaria de saber como anda o teu coração desde então. Eu espero, sinceramente, que esteja melhor e que ele encontre um porto seguro. Você me perguntou sobre mim, acho que não tenho nada a dizer por enquanto, somente que eu sou uma poetisa apaixonada pelas horas, pelas pessoas, pelos dias e que tem um coração sempre vazio. Acho que o amor ainda não quis fazer morada em mim. Então, aguardo pacientemente até que ele me queira.
Acho que é isso, doce. Espero a tua próxima carta.


Beijos e abraço poéticos.
'Line.


Esse texto é uma parceira com a escritora Gabriela Diehl. Leia o início da história em seu site.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Carta entre amigos.


Léo,

Será que posso te chamar assim ou seria muita intimidade? Desculpe-me, sei que não é correto abrir as correspondências alheias, mas a tua letra me incitou a abrí-la. É linda. E, confesso, que tive curiosidade em ler porque não é comum pessoas trocarem cartas em plena era digital. Espero que não se irrite comigo ou me odeie por ter lido, eu poderia apenas tê-la deixado de lado, mas quis responder dizendo que o teu amigo não mora mais no meu prédio. Sim, eu o conhecia, mas ele se mudou há mais ou menos 3 semanas e, deveras, não sei seu novo endereço. E dessa forma tomei a liberdade de responder a você.

Eu estava esperando algumas cobranças do meu cartão de crédito e por coincidência a tua carta estava entre elas. Eu realmente li a carta inteira sem pestanejar e achei interessante o fato de você ter dito que arrumou um emprego como cronista, adoraria ler os teus textos, pois me chama bastante a atenção. Me interessa. Bem, você deve estar se perguntando: "o que essa louca quer comigo?". A verdade é que eu realmente não sei, mas quis te conhecer e a única forma de conseguir isso foi me arriscando a responder essa carta que nem escrita foi para mim.

Não pense que sou uma doida varrida, que costumo abrir as correspondências dos vizinhos, é a primeira vez que isso acontece. Sou apenas uma moça que se interessou por sua caligrafia. Piegas? Pode até ser, mas consegui enxergar além e acho que estou certa. Consegui ver romantismo em cada traço seu e para minha surpresa o conteúdo da carta confirmou o que eu pressentia. O que não entendo é como um amor pode adoecer assim dessa forma, o ciúme verdadeiramente é uma cárie que corrói sem dó nem piedade. Sei que não direcionou a carta a mim, mas de qualquer forma, é como o poeta Fernando Pessoa dizia: "Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário."

Acho que é isso que você precisa: um pouco de revolta, mas com uma pitada de sensatez. Talvez haja uma luz no final do túnel e você não enxerga, análise todas as possibilidades e verás que não está assim tão perdido.

Ah, continue a escrever.
Beijos doce,
Aline.


Esse texto é uma parceira com a escritora Gabriela Diehl. Leia o início da história em seu site.