sexta-feira, maio 01, 2020
Cápsula do tempo: carta aberta à minha filha.
terça-feira, junho 26, 2012
Eu gosto de você?

Clarice.
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Querida,
sábado, dezembro 19, 2009
Caro 'Anônimo',
Entendo perfeitamente como é fantasiar e devanear pessoas, sentimentos e possíveis acontecimentos. Eu, por minha vez, sempre crio situações das quais queria viver. Então, eu te li hoje pela manhã tão logo o sol apareceu em minha janela e tive raiva de ti. Desculpe, não sei quem é você, mas você acabou com o meu dia. Fato isso. Eu não queria ouvir que você tem amor platônico por mim, que te sou o sol, tampouco que pessoas como eu devem se idealizadas, admiradas por pessoas como você. Isso está errado, completamente.
Enquanto eu tomava banho um grito instalou-se em minha garganta, um nó tão grande que ainda me sufoca. Estou aqui inchando. Como se a qualquer momento eu pudesse explodir. Desculpe-me por não compreender o teu sentimento e sei que estou sendo egoísta, mas eu não sei – e nunca soube receber amor de ninguém. E isso me apavora.
E eu fico olhando para o meu celular pensando se eu apago ou não. E me dói. Dói porque eu já disse tantas coisas parecidas assim, já pintei sol e estrelas em luzinhas, vaga-lumes e adjetivei tantos outros objetos a fim de criar poesias e agora te condeno. Mas compreenda o que te digo: eu não sou apaixonável, baby. E eu não quero te magoar. E isso é aviso.
Definitivamente eu fui feita apenas para escrever de amor, vivê-lo me repele, me assusta. Perdoe-me, caro – seria fácil se você tivesse se identificado -, mas eu sou assim. Se te dei alguma esperança, mesmo que mínima peço-te perdão. Eu não nasci para amar. E a cada dia que passa me convenço mais disso. Sei sim falar de amor, talvez você tenha se encantado com isso, confundido. Só que o meu amor se restringe a páginas de cadernos e documentos do Word.
Atenciosamente,
Pâmela Marques.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Talvez;
quarta-feira, novembro 18, 2009
Enzo,
Embora em meu peito alimentasse esse sentimento que não fora despertado com aquele beijo, mas sim com palavras sinceras e flertes trocados todo o dia, sempre soubera que o nosso sentimento não passaria disso. Palavras jogadas ao vento e entrelinhas mal interpretadas.
Se sabes que sou sonhadora porque me envolves dessa maneira? Que queres afinal, bonito? Enlouquecer-me em meio a tantos devaneios e ilusões?
Indagar-te não nos levará a lugar algum, bem sei. Não compreendo aonde chegaremos nós, serão sempre flertes não correspondidos, joguinhos e faz-de-conta?
O erro que descreves para mim foi o nosso melhor acerto até hoje. E denomino erro isso que fazes comigo agora, arrancando-me das mãos milhares de utopias. Sonho bom, sonho que era meu e você, com toda a sua frieza – como sempre, tirastes de mim.
Os lados opostos nos serão melhores de agora em diante. O que enxerguei até agora foram apenas as deixas que me deste, as lacunas que insistia que eu preenchesse, talvez a caneta que eu usasse para preenchê-las tivesse a tinta que corre nas veias de meu coração. Ledo engano o meu.
E não. Você não precisa de mim, nunca precisou, precisa apenas de você. De seu ego, de se encontrar. Estou cansada de tentar lhe agradar para que gostes de mim. Vã esperança minha. As coisas não serão como eram antes, pois você acabou com aquilo que mantinha sempre viva e acesa nossa relação: o meu amor.
Por favor, esqueça-me.
quinta-feira, outubro 29, 2009
O coração;
E suas palavras foram as seguintes:
'César,
Dou-te meu coração dentro dessa caixinha. Ele já não me pertence há tempos. Então é justo que eu te entregue.'
- Afinal de contas dei meu coração e você o pôs na estante ♪
