É azul.

A vida anda pintando tons diversos desde que aprendi a enxergar você. Ando desenhando a tua face por aí nesse céu de brigadeiro que os dias de Brasília vêm nos presenteado. E, aprendido também a entender que as pessoas são o que são. Com seus defeitos, seus medos, suas histórias e seu passado. O céu que me apaixona os olhos traz uma nostalgia não vivida. Uma prece que os dias corram devagar e que corramos juntos em direção aos nossos sonhos. É azul. Isso que me invade e traz ao meu coração uma paz e o anseio de que sejamos um. É a cor que vem adjetivando as minhas vontades. E tudo isso vem acontecendo sem ao menos – propriamente – acontecer. Mergulho em tons azulados e te encontro a cada céu-mar.

É azul.
Você é.


Você dobrou e desdobrou o meu coração com a facilidade de alguém que brinca com origamis. Veio sem razão aparente sambar bonitinho dentro do meu coração. Onde versam prosas sem nexos e poemas sem pretensões. Sei que é azul. Porque sinto do azul brotar o amor.  O amor que o vermelho esconde tantas vezes.