Querido Nando,

A onda do mar já lambeu os meus pés umas trezentas vezes e eu ainda te espero chegar. O amor é uma doce espera. E eu continuo, em meus dias de sol, te esperando nas varandas da vida, nas praças que abrigam os amores serenos, nos parques que recebem as famílias aos domingos. O dia  mal amanheceu e eu já me apaixonei doze vezes por você e sei que este número será multiplicado tantas vezes mais até o pôr-do-sol. 

A vida é uma doce aventura. Os dias correm tão depressa quando você está, e tão lentos quando insistes em se ausentar de mim. Observo ao longe a imensidão deste mar de águas cristalinas e percebo a dimensão daquilo que guardo no coração para ti. A gente entende, observando o céu acima de nós, que há um porquê de poemas bobos e rimados na adolescência. Nós compreendemos que o amor é para quem é tolo, uma tolice é sadia e abençoada, mas ainda sim um disparate.

Os grãos de areia já beijaram as mãos umas dez vezes só esta manhã. Enquanto escrevo os nossos nomes, desenho as nossas iniciais e assisto as ondas - grandes e ciumentas - a nos levarem para o mar. Há quem diga, supersticiosamente, que o mar leva para sempre. Eu acredito que ela leva e abençoa. Modifica, une e nos torna enormes. Gigantes quanto a sua infinitude.

Há de crescer.
Hei de te esperar.

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1 comentários

  1. Mds que profundo kkkk,Amei o texto,parabéns
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