Como crianças.

Nós temos que resgatar em nós a valentia de criança. Aquela que nos permitia cair diversas vezes, mesmo com arranhões, e correr atrás de nossos sonhos. Pôr a vida em alvo e atirar nela se preciso for. Vestir armadura e se embrenhar nas batalhas diárias da vida. A gente tem que ter coragem diante das dificuldades e enfrentá-las, mesmo sentindo que não conseguiremos. Um capitão não abandona um barco que afunda. Por que abandonaríamos as nossas vidas no ápice de um, possível, naufrágio? A vida é boa demais para deixarmos que os dias sigam sem cor e vida. Caminhe, mesmo que lento, mas dê passos à felicidade. Todos buscamos uma fórmula para endireitarmos a nossos caminhos segundo nossas vontades, mas pouco observamos que a vida se esvai, entre os dedos, enquanto quebramos as nossas cabeças. Viver nunca se tratou de matemática e exatidão. O amor não habita nas exatas.

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