quarta-feira, junho 20, 2018
Falso amor
segunda-feira, março 09, 2015
Como crianças.
terça-feira, janeiro 07, 2014
Sobre decência.
terça-feira, maio 21, 2013
O quarto dele.
A janela não denuncia que o Sol há muito se aproxima, mas os pássaros insistem em avisar que o dia já está nascendo. Olho para o relógio sobre a cabeceira e vejo os ponteiros se movimentarem preguiçosamente e acredito, talvez, que ele seja nosso cúmplice e queira estender um pouco mais o nosso encontro. Tudo que me cerca é de alguma forma familiar, apesar de não ter objetos meus, sinto que até o travesseiro se molda ao meu desejo de ficar. A respiração dele é tão calma, tão serena que me leva a imaginar o que se passa em seus sonhos. Não desejo que ele acorde, não naquele momento, quero apenas observá-lo. E assim faço.
quarta-feira, março 20, 2013
Alguém que eu costumava conhecer.
Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me ♫♪♪
Gotye.
Estava sentada na calçada tentando lembrar quantas vezes quis te dar o céu, quis ouvir a sua voz do outro lado da linha e dizer:"oi, vem me ver". Acontece que as ligações não foram feitas e as tentativas de reaproximação foram todas desastrosas. Lembro também de todas as vezes que ensaiei versos para te apaixonar, mas descobri que só os poetas é que entendem a sutileza dos versos. Lembrei também de quantas vezes eu quis uma conversa clara e sincera, mas hoje compreendi que o ditado:"quando um não quer, dois não fazem" não foi escrito por qualquer motivo.
terça-feira, outubro 02, 2012
Do amor e suas bobagens.
sábado, julho 30, 2011
Tarde junho.
Desde que ele entrou em sua vida o mau-humor foi passear n'outro canto. Há dias que não escurece, que a noite vem experimentando a solidão. Porque para ela o sol sempre está apontando no horizonte desde que ele começou a fazer parte do universo dela. A mente dela navega além-mar durante as horas que permanece estudando na biblioteca central. Já não há como negar que ele mexe. Sim, mexe e muito com a sua cabeça, quiçá coração. E enquanto ela caminha para sua casa, atravessando a rua ela pensa: "meu Deus, como alguém pode nascer uma única vez e ser dotado de tantas qualidades?" - E ri de si mesma com tal interrogação.
Ela, que não conhecia o amor antes de avistá-lo nos olhos azul-piscina dele. Que aprendeu a aprecia o algodão doce do seu Zé da esquina ao lado, que entendeu que o mundo estava além dos seus livros de anatomia animal, essa mesma menina conheceu novos sabores e experimentou vários cheiros daí então. Ele que com seu jeito doce, tímido e incauto de ser conquistou cada milímetro do seu coração, que por vezes mostrava-se gélido, tornando-o aquecido, quente como o Sol das dez da manhã.
A moça de olhos rasos começou a compreender que crescia dentro de si um sentimento inexplicável, talvez não tivesse sentido qualquer sensação parecida até conhecê-lo. Talvez não. Tinha absoluta certeza disso. E ela permitia afogar-se naquele mundaréu de emoções, aquela tempestade de sentimentos indecifráveis e por incrível que pareça, embora a confusão estivesse plantada em seu peito ela só conseguia sorrir e sentir-se feliz com cada faísca de ilusão e amor-recíproco que nascia entre eles.
E desse amor que nasceu insuspeitado, nasceu uma das mais belas histórias de amor já contada. Uma história de superação, recheada daquela velha pieguice que adoramos tanto ler. Afinal o amor é piegas.
Àqueles que sentem saudade do Evan e Alice. Um livro incompleto. Por enquanto.


