Jamais conseguiria manter um relacionamento baseado na imposição de força, de uma disputa para que saber quem é o mais forte na relação. Acredito que o que mantém um casal é o equilíbrio. Não há que se pesar sempre as decisões, não há que haver uma quebra de braço. Não consigo, sinceramente, entender como alguém consegue viver desse modo. Onde um tenta, de todas as formas, subjugar o outro. Fazendo com que as suas decisões sejam sempre manipuladas de acordo com o seu desejo. É indecente. Não há como associar a palavra amor em um contexto em que se encontre os termos: “manipulação, massacre, astúcia desmedida.”


Enoja-me a capacidade que algumas pessoas têm ao assumirem o papel de mártires, fazendo com que o outro seja massacrado ao imaginar o quão ‘culpado’ foi por cometer determinado ‘delito’. E me impressiona, de fato, a inocência e até mesmo ingenuidade deste ao vestir o papel de criminoso e aceitá-lo como se realmente o fosse. O problema nessa história toda é entender que o amor é capaz de nos levar ao céu e em segundos ao inferno. Você se torna alvo fácil do outro diante de sua falácia, de sua psicologia reversa. E outro agravante nisso tudo é que sabemos o que nos faz mal, mas nem sempre conseguimos cortar o mal pela raiz. Existe ‘amor’ que é pior que erva daninha.