(...) nem as torrentes, das grandes águas, conseguirão apagar esse amor, pois suas chamas são fogo ardente, mais do que amor é bem mais forte esse amor. De abraço esmagante, de ausência torturante, de noite e luz e feito esse amor, de dor incomparável, consolo inestimável, de vida e cruz é feito esse amor. Nicodemos Costa ♫

Os meus olhos sentem saudade do teu sorriso claro e largo, amor. Daquele teu abraço que me afastava a tristeza e das tuas mãos que limpavam as minhas lágrimas. Hoje você me doeu, sabe? De uma maneira tão intensa que o meu corpo não quis levantar da cama, nem meu travesseiro conseguiu abafar os meus soluços que insistiam em demonstrar que havia algo errado dentro de mim. Sinto tanta falta de ti, do teu carinho, da proteção, de poder confiar em alguém.
Eu sinto falta de ser amada e sinto que o amor morreu contigo. E me dói.

Dói tanto que minhas lágrimas me escorrem pela face enquanto escrevo isso, tudo tão embaçado.
Dói-me sentir que os meses estão passando e em minha mente sua imagem está cada vez menos nítida, você está sumindo de mim e eu tento estender a mão e você não a alcança. Será que amar é sempre assim? Nunca ganhar, só perder?


Sabe eu me lembro dos teus telefonemas do nada só para dizer “oi”, do som de seu cavaquinho, de você rindo da minha dificuldade de fazer as notas no violão, de sua mão estendida para atravessarmos a rua. Sim, você era o único que não ria desse meu medo, compartilhava.
E eu me perdi, Alan. Desde que você me deixou, aqui sozinha. Só com a dor. Eu te via em meus sonhos diários e isso amenizava, mas de repente você sumiu de lá também. Ainda não sou forte o bastante para ficar sem você, por completo.

Eu queria hoje, principalmente, que você me enxugasse as lágrimas, beijasse a minha testa como você costumava fazer, me abraçasse e jogássemos dama. Queria que você me dissesse que eu não estou louca, que não estou perdida. E que eu não afasto as pessoas que eu amo, que não sou má, só um pouco desatenta e medrosa.

Mas você não vai me abraçar, né? Sim, eu sei.


Pâmela, a priminha.