Isso não é uma declaração de amor


Posso te fazer uma declaração de amor? Não de amor "amor",  sabe? Porque não é exatamente amor, A - M - O - R, assim soletrado pausadamente. Mas amor do tipo Q - U - E - R - E - R- B - E - M. Assim, também soletrado pausadamente. É uma declaração meio boba. Nada formal tipo declaração de bens ou de imposto de renda.

É daquelas mais para "vi um negócio bonitinho em algum lugar e pensei em você". Mas aí o pensar não foi um pensar do tipo "ah, tava aqui sem fazer nada e pensei em você". Até porque você já faz parte dos meus pensamentos sem nem precisar pedir licença.  Tipo acordar, sabe? Todo dia a gente acorda. Com ou sem vontade de acordar, mas acorda. E pensar em você é meio que assim. Eu simplesmente penso. A diferença é que a vontade de você é algo impossível de não existir. Só que esse pensar veio meio diferente. Foi do tipo ver uma propaganda de noivas num outdoor no meio da cidade e me imaginar comendo um doce de framboesa na varanda de uma casa em frente ao mar contigo.

Se bem que se fosse uma declaração de amor propriamente dita, até que não seria algo ruim de acontecer. Pelo contrário... Acho o amor algo fantástico. Quem sabe não seja isso que eu tenha a te dizer...

Ei, espera, não sai correndo... Eu tava brincando!!!

Aliás, será que você se assustaria se, numa bela manhã, a gente despertasse junto e eu te olhasse nos olhos e dissesse:

- Tô com preguiça de levantar, será que o café se faz sozinho e se serve para nós?
Seria bacana isso... rsrs... Primeiro porque estaríamos juntos. Dormindo e acordando sob o mesmo lençol... e, segundo.... que sensacional seria não ter que preparar o café! Kkkkk

O quê que eu estava falando msm? Aaahh, sobre a declaração...
Enfim... a declaração... Eu andei analisando você. Minuciosamente. Desde os trejeitos mais simples como colocar a mão aberta acima do peito quando está com o pensamento ao longe, até o furinho que aparece no nariz quando você pisca os olhos. Mas não somente essas questões fofinhas físicas.

Andei prestando atenção no teu sorriso, mas não somente no ato de sorrir (lindo, diga-se de passagem…) e sim no que te leva a sorrir. E andei prestando atenção também no jeito que você tem me olhado esses tempos. Seja enquanto brinco com sua sobrinha, enquanto falo sobre qualquer bobagem... bobagem séria ou bobagem bobagem mesmo, porque você sabe que eu disparo a falar um monte de coisa que é difícil me fazer parar (quando eu sento para conversar com sua mãe, hein?! rsrs)

E eu sempre brinco... "huuuum... olhar de quem está apaixonada... ou querendo me comer!"
Às vezes eu acho que é uma coisa, às vezes a outra, às vezes as duas... nunca tenho certeza na verdade. Mas ó, o que for, eu aceito, tá? Kkkkk

O que eu tava falando mesmo?
Ah, a declaração de amor...
Mas, ó.... não é uma declaração de amor "amor", sabe?!
Acho que já falei isso… não é amor "amor" mesmo, mas amor tipo "eu amaria essa mulher de hoje à eternidade sem pensar duas vezes". Amor "amor" mesmo seria tipo toda noite antes de dormir, seja pessoalmente ou por mensagem, dizer um "te amo, boa noite" tendo a certeza que, do outro lado, virá uma mensagem semelhante.

Mas, na verdade, o que eu quero te dizer é q eu não sei nada de astrologia ou a posição dos planetas, mas adorava as revistinhas do João Bidu sobre horóscopo. E sempre parava para olhar aquela parte de sinastria amorosa... apesar de que eu nunca soube o que significa sinastria. Só que o que realmente importa é o que eu não encontrei escrito lá.

Porque de nada adiantam frases mirabolantes e histórias de contos de fadas genéricas num papel ou na tela do computador. E sabe uma coisa que eu não encontrei escrito lá? Que, desde que você apareceu (ou reapareceu, no caso), essa estrada que a gente chama de vida, ganhou uma infinidade de novos elementos que eu jamais tinha visto.

Claro... já vi flores e muitas cores e perfumes em outros momentos. Já caminhei de mãos dadas e fiz planos também. Já olhei antes para o horizonte e contemplei um futuro bacana com alguém... E já fui bastante feliz num passado não muito distante.

Mas hoje...

H - O - J - E, assim soletrado separadamente, com quatro letras também que nem o amor. Hoje eu volto a acreditar que não são os acasos que nos trazem certas alegrias. São as certezas. E o meu "hoje", me dou a liberdade de escrevê-lo em um sentido figurado que, dane-se se outras pessoas não entenderem, porque o importante é que você entenda.
O meu "hoje" ganha sentido de "amor". (não o amor "amor" mesmo, porque eu já expliquei antes e não vou falar outra vez, juro!)

O meu "hoje" é quem pretendo ter no meu amanhã. E em cada novo dia de amanhã que chegar, vou querer que você continue sendo o meu "hoje". Porque, mesmo que essa não seja uma declaração de amor "amor" mesmo, não deixa de ser uma declaração de amor. Até porque eu pretendo um dia te fazer uma declaração de amor “amor” mesmo. E você sabe, né?! Amor é algo fantástico. Assim, que nem você, o meu hoje!



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