sábado, janeiro 30, 2010

Para o Rodrigo,

Eu poderia falar sobre a amizade aqui, agora, mas acredito que há mais a ser explorado, então eu penso que cumplicidade é pouco para definir também, então decido falar sobre esse sentimento que insiste em morar em mim, em nós: a saudade. Doce, tu me veio num momento em que pensei em desistir de mim, dos meus ideais, da minha vida e tu com os teus telefonemas, com a tua atenção e com as tuas mensagens no msn me fizeram feliz. Sabe, Digão, alguns acordes não soam bem sem a tua voz, parece-me vazias as cifras, é como se todas as músicas necessitassem de ti para que estas estejam completa. E ocorre-me dizer isso hoje, porque hoje é teu dia, que por providência divina é tão nossa também.

Sabe, os dias realmente são preto-e-branco quando eu te penso, porque eu vejo como um filme antigo, de cenas amarelecidas as nossas conversas, os teus conselhos e o teu sorriso imenso. A tua voz que é doce, amigo. Que é paz e conforto para alma e eu penso - aqui no coração - que o teu lugar é tão aqui, que tu devias estar aqui conosco. O coração reclama tanto a tua presença, nós reclamamos mais ainda, mas sabes que mesmo longe tu moras em nossos corações. É como diz a canção: "se pela força da distância tu te ausentas, pelo poder que há na saudade voltarás." Nós que te amamos, sabemos que a distância não é nada, diante do mundaréu de sentimentos que guardamos dentro de nós. E sabe, moço da voz linda, do sorriso encantador e do jeito de moleque, a nossa vida é completa porque temos você.

Há pouco estávamos - teus amigos , nossos amigos e eu - conversando. E tu eras o centro das atenções, porque hoje é teu dia. E nós, partilhavamos das tuas peripécias e dos momentos que estivemos juntos e resumindo tudo. Tu és felicidade para todos nós, alegria e por hora saudade.
Mas sabe, que a tua presença em nós, costuma pintar essa saudade que insiste em se fazer cinza, dando a nós uma aquarela onde verde, amarelo e vermelho estão presentes. Nós te amamos, doce.
Acredito que posso falar pelos teus amigos da Família Orlando, Paulinho, Josué, Anselmo, Fernando e eu :D
Feliz aniversário Digão :)

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Querida,

Ela estava sentada e eu observava o pequeno pingente que insistia em reluzir chamando minha atenção. Era o coração que havia dado a ela no início de nosso namoro, metade dele - lembrei que a outra metade estava guardada dentro da gaveta de minha cômoda, junto com todas as cartas que ela insistia em escrever-me e todas as lembranças do nosso namoro. Eu a fitava, inevitavelmente, porque além de observar o pingente que há muito - 4 anos - eu não via, eu olhava para os seus cabelos agora loiros. E por incrível que pareça eu gostei, queria falar isso para ela, mas até hoje ela me repele. Não aceita qualquer toque, sequer apertos de mão e isso me é justo.
Ela não me nota mais. E não sei o motivo disso me incomodar tanto, já que sou eu que estou namorando e ela continua solteira. Se depois que terminamos nunca a vi com outro rapaz, soube de namoros todos passageiros. Devo confessar que nunca torci para que ela arrumasse alguém que a fizesse feliz - não estou sendo egoísta - só não sei se aguento vê-la amando novamente alguém como ela me amou. Eu joguei tudo fora e hoje me contento com "ois" e "tchaus" e eu sei que ela me evitar olhar, porque se dependesse dela jamais falaria comigo. Isso dói.
Eu queria voltar no tempo e ter feito tudo diferente e dizer a ela que adorava quando ela me abraçava, quando me cheirava e quando beijava as minhas pálpebras dizendo que meus olhos eram pequenas estrelas. Sinto saudade dela pulando nas minhas costas e nós dois como loucos correndo naquele pátio enorme, das pessoas rindo e comentando nossa felicidade. E eu estou pensando tudo isso, porque ela simplesmente usou aquele pingente hoje, no dia que saberia que nos encontraríamos e a única reação que tive após vê-lo, foi aproximar-me, tocar o pingente e dizer.
- É lindo.
E ela com toda a sua indiferença, mas com um sorriso que ainda me arrancava mil suspiros disse:
- Quem me deu tinha bom gosto.
E eu, acredito, que não há mais nada de mim no coração daquela doidinha. Que me arrancava gargalhadas e vontades imensas de esmagar-lhe com um abraço de urso. Eu sei que eu nunca vou me esquecer as coisas que tivemos, Pam. Eu sei.
Do teu sempre (...)

quinta-feira, janeiro 28, 2010

4 de setembro de 2006.

Eu estava do outro lado da quadra quando a vi, aquele rosto não me era familiar e ainda assim prendeu a minha atenção de maneira peculiar. Ela tinha em suas mãos cadernos e usava uma calça jeans clara e uma rasteirinha, eu não vou me esquecer como ela estava, porque me apaixonei ali a primeira vista. Ela era pura poesia, dava para perceber, porque ela tinha os cabelos que Roberto Carlos cantava em debaixo dos caracóis e os lábios mais bem desenhados que os meus olhos já tiveram o prazer de ver. E eu timidamente aproximei-me dela que estava sentada naquele chão cantando com os olhos fechados e as mãos elevadas. E fingi esbarrar em seus cadernos que se esparramaram, ela olhou-me com seus olhos grandes e desculpou-se e eu ri somente, sentando a seu lado. Ela não afastou continuou sentada lá e eu apenas olhava para aqueles cabelos que eram negros e cheios, eles tinha o cheiro adocicado de baunilha, fazendo-me cócegas nas narinas. E eu pensei: ”como nunca vi essa menina por aqui.” E ela era puro sorriso nos lábios e tinha a voz mais doce que já experimentei ouvir, ela cantava com a banda e em seus olhos havia lágrimas, mas podia ver que eram de esperança e tinha certeza que caso encontrasse seus lábios teria gosto doce.

Ela não prestara atenção em mim, estava imersa em um sentimento que eu desconhecia. Ela era riso de orelha a orelha e levantando-se dançou alguns passinhos recém-coreografados por outras meninas e eu sonhei com ela ali. E quando tive a oportunidade de perguntar-lhe o nome descobri que ela tinha doce nele, ali no meio. Ela era doce desde a fala até os cabelos encaracolados. Ela me pegou pelo estômago e posso arriscar-me a dizer que pelo coração também. E eu quis saber mais sobre ela, o que ela fazia e descobri que cantava e gostava de poesias, que tinha fé e eu tive fé também. Fé em encontrá-la no dia seguinte, em poder ouvir novamente a sua voz aveludada, e ela me veio em sonhos. Eu não esqueci aquela moça e o seu nome era cantado em meus ouvidos suavemente. E assim que tivemos que ir a direções opostas perguntei se ela queria uma carona, desconfiada ela disse que seus amigos lhe deixariam em casa e ela foi. Deu-me um abraço que até agora posso sentir os seus braços frágeis envoltos nos meus, ela tão pequena e eu brutamontes perto dela. E essa noite eu sonhei com ela. Ansiando que ela me fosse presente de aniversário no dia seguinte. Sim, encontrei a moça que me deu o setembro mais inesquecível de minha vida um dia antes de meu aniversário.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Apenas mais uma de amor.

O abajur aceso iluminava o livro que recém havia adquirido e em minha mente fervilhava milhares de pensamentos. Eu desejava ser a personagem daquele livro, porque tudo que é escrito é mais bonito, as pessoas "embonitam" os sentimentos de tal modo que é impossível não desejar vivê-los. E então, eu te sonhei, ali com o livro na mão, exatamente na página 21.

Quando li que: "e eles sabiam exatamente o que sentiam, não era necessário nada além de palavras e silêncios muitos." Eu suspirei. Porque eu sabia que o que eu sentia era só meu, que ninguém poderia destruí-lo e que as tuas palavras que me é conforto são tão minhas, que tu não podes - mesmo se quisesse - arrancá-las de mim. E eu ficava pensando até quando isso se faria em mim. Sabe, doce, você me veio com um propósito, o de me mostrar os caminhos, de sacudir-me quando necessário, de me fazer enxergar aquela bendita luz no final do túnel.

E você faz isso tão bem que eu me espanto, porque por vezes eu penso se tu não lê os meus pensamentos, porque eu penso em ti e tu me vens. Assim. Devargarzinho e me fazes, de todas as formas. E esses dias em que eu não consigo te pensar com tanta frequência por me doer. Eu tenho a necessidade de dizer que há em mim sentimento. Só que eu o desconheço por completo. É querer. Sabe eu nunca te pedi mais do que tu podias me dar, o que tu me ofereces me é suficiente, porque eu acredito que o "nosso" amor sempre será assim. Um completando o outro de diversas formas sem saber e se satisfazendo com isso. Eu me satisfaço.

E esses dias que tu me vieste como anjo eu descobri: que não importa o que teu coração pede no momento, não importa se nossos caminhos não sejam os mesmos, que não andemos de mãos dadas por aí. O que realmente importa é que nós fazemos bem, um ao outro. E isso sim é amar.

Ninguém precisa saber que a gente se completa em algum sentido. E tenho certeza, que esse sentimento eu não precisarei esquecer. Porque tu me é mais amigo que muitos por aí e mesmo que fique só para mim, tu sabes o que significa e o que é em minha vida.

Eu te quero bem.

(Se amanhã não for nada disso/ Caberá só a mim esquecer
(mas isso vai doer)/ O que eu ganho, o que eu perco/
Ninguém precisa saber.)

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Do silêncio.



Porque é necessário, por vezes, silenciar. Para dar espaço a novos sentimentos, organizar as ideias. Renovar. O coração pede calma, a razão quer calar e os outros sentidos não reagem muito bem. Deixo o meu silêncio - não eterno, mas o necessário para mim neste momento.
Eu só preciso de tempo. Para digerir, viver e quem sabe voltar a sorrir.

"Menos pela cicatriz deixada, uma feridantiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."

Caio F.

Caso queiram me encontrar os contatos continuam os mesmos e estou respondendo com mais frequência no formspring.

sábado, janeiro 16, 2010

“Parece cocaína, mas é só tristeza.”

Eu poderia continuar sentada aqui olhando o vai e vem de transeuntes que insistem em correr da fina chuva que caí nesse céu triste e cinza de São Paulo. Mas a única coisa que desejo é um lugar para esconder-me destes olhos tão atentos que insistem em fitar-me condenando as minhas calças jeans sujas e este baby look que não tiro há três dias. Não sei, realmente, se é este lugar que me deixa melancolia ou está praça que tem nossos nomes escritos com corretivo no banco, a única coisa que sei é que dói. E isso é visível. Eu só queria saber quando os nossos passos começaram a andar em caminhos opostos, quando os nossos corações começaram a dançar descompassadamente. Desperdício.

Eu venho sonhando com o litoral e os dias conversando perto de uma fogueira. Do teu jeito doce de escrever S.O.S Apaixonado na areia. E parece que as coisas vão passando em um filme preto e branco, onde o tempo cuidou de apagar todas as cores, a fim de dizer que acabou. Quando não é preto, é sépia, tudo é envelhecido. E eu vejo a exatidão dessa tristeza e como os outros acham tão bonito, porque hoje doer é belo. É pura poesia aos olhos de alguns e eu, deveras, gostaria de ter uma vida menos fantasiosa, desprovida de poesia até por assim dizer, mas que fosse ao teu lado. E você me vem todas as noites apenas nos sonhos, desde que você foi embora encontro a perfeição somente de olhos fechados, o resto me é imperfeito por completo. É duro. E sem sabor.

Quem tem razão afinal de contas? Ninguém tem a medida certa de nada, não há como mensurar a bondade, a maldade, os amores, os desamores. E cá estou eu, seca, desiludida. Tentando não pesar tanto os sentimentos que resolveram fazer morada eterna dentro de mim. E sabe Lucas, desde aquele outono sem estrelas, de folhas muitas e vento abafado que os dias me são todos iguais. Como um caderno de folhas amareladas em que guardo cada capítulo que vivemos juntos até você morrer. Dói-me.