Aprende, menina! Nem sempre você receberá o sentimento de volta na mesma proporção que dedicou. Há quem diga que sempre um amará mais que o outro; há quem diga que os amores não pesam da mesma forma. E está tudo bem. Está tudo certo aceitar que a vida não é uma balança e que sentimentos têm pesos e medidas diferentes. Você não precisa se martirizar por ser a quem ama mais ou se lamentar por achar que não está sendo valorizada.

Algumas pessoas sentem de forma diferente. Há quem ame muito e não diga. Há quem ame pouco e espalhe aos quatro ventos um falso amor. A gente precisa entender que cada pessoa é um universo de emoções e que cada um reage de uma forma com as constelações que vão se formando em seu interior. Você não precisa se doer porque o outro não notou que você cortou o cabelo ou sofrer porque o seu boa noite não foi seguido de emojis fofinhos. Você só precisa, no final das contas, viver o sentimento que há em você.

Às vezes ficamos preocupados demais em mensurar o sentimento do outro e deixamos de apreciar o que há em nós. O amor deixa de ser agradável, deixa de ser bonito de se viver, porque o colocamos em um ringue de batalha. Começamos a medir nossos passos, a calcular nossas falas, a reprimir o que sentimos, por medo de nos mostrarmos disponíveis demais ou de entregar o nosso coração de bandeja. Você deixa de contar uma conquista, de dividir seus sonhos, porque espera que o outro tenha uma reação que te satisfaça. E, por isso, eu te digo: não coloque seus sentimentos em uma balança. Seja gentil com o seu coração.

Está tudo bem, moça, em criar expectativas. Pessoas normais às criam a todo o momento. O que não está tudo bem é você deixar que sua insegurança norteie suas relações, fazer de seu amor uma barganha, de esperar que todo eu te amo seja seguido de um “eu também”. Cada pessoa é um universo – eu repito. E todos nós temos nossas particularidades. Às vezes um: “como foi o seu dia?”, “não esquece de levar o casaco”, “come direitinho”, é muito mais sincero que um “eu amo você”. O nosso mal é não saber ler o amor nas entrelinhas, moça.  E o amor é muito mais que a expressão. Acredite em mim.

fotografia: maud chalard.