Resenha - O diário de Anne Frank



LIVRO: O Diário de Anne Frank.
AUTOR:  Anne Frank – Texto definitivo Otto H. Frank e Mirjam Pressler.  
ANO: 201.
EDITORA: BestBolso.
PÁGINAS: 378.
SINOPSE:  12 de junho de 1942 – 1º de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. A força da narrativa de Anne, com impressionantes relatos das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento. Seu diário já foi traduzido para 67 línguas, e é um dos livros mais lidos do mundo. Ele destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento. Um retrato da menina por trás do mito.


Anne Frank teve que se esconder com sua família em um anexo no escritório que o pai dela trabalhava para fugir dos nazistas. Durante quase dois anos eles viveram escondidos juntamente com outra família e um dentista. Alguns dias antes de irem para o anexo Anne ganhou um diário e foi nele que relatou toda a tensão que viveram enquanto estavam escondidos. No anexo eles sofrem com a possibilidade de serem descobertos, a comida era racionada, eles não podiam fazer barulho porque corriam o risco de escutarem, não podiam olhar pela janela, sem contar as crises de pânico que alguns dos moradores do anexo tinham sempre que pensavam na possibilidade de serem levados pelos nazistas.
Que livro maravilhoso! É engraçado usar esse adjetivo quando falamos de uma época de tanto sofrimento e medo. Mas a forma como Anne descreve os fatos, a fé e esperança que ela tem de que um dia tudo vai ficar bem novamente, e eles voltarão a ter uma vida normal, é simplesmente incrível.


Mesmo com tanta tragédia que eles sempre escutavam pelo rádio, ou até mesmo vivenciavam quando ouviam os aviões sobrevoando a cidade, as sirenes de alerta, sem saber ao certo o que realmente estava acontecendo fora do anexo, ela acreditava que um dia iriam acordar e tudo voltaria a ser como  antes, ela voltaria para a escola, reencontraria seus amigos e viveria como se aquilo tivesse sido um grande pesadelo.

Como toda história que se passa durante a guerra essa também mexeu bastante comigo, livros com essa temática me deixam angustiada e um pouco revoltada com tanta crueldade. O Diário de Anne Frank entrou para o hall de livros favoritos da vida. Se você gosta dessa temática recomendo bastante a leitura, inclusive por ser um livro com fatos reais.

Anne Frank no auge dos seus 13 anos nos dá uma lição de que não devemos nunca perder a fé e a esperança, por mais que estejamos passando por dificuldades é a fé nos mantém firme. Infelizmente essa história não teve um final feliz para Anne e a maioria dos moradores do anexo, somente seu pai Otto Frank sobreviveu a Guerra.  
Posso garantir com toda certeza que essa foi uma das resenhas mais difíceis de fazer, por isso peço desculpas caso a resenha ficou um pouco desconexa. 


Compar:

2 comentários

  1. Eu li esse livro quando tinha uns 13 anos. Fiquei muito emocionada com a situação que a Anne se encontrava, narrando os absurdos com tanta doçura e maturidade. Relatos da guerra mexem muito comigo. Impossível não chorar.

    Linda resenha!

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    1. Realmente Vivi esse livro é muito emocionante, e só de pensar que ela era uma adolescente que ainda tinha tanto para viver, corta o coração =/
      Obrigada! Beijos

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