terça-feira, agosto 09, 2011

Novos livros.

Comprei alguns livros com um casal de amigos que está de mudanças para Londres. A minha nova aquisição me deixou tão satisfeita que nem dormi direito pensando em como arrumaria as minhas novas preciosidades, estou pensando em fazer um nicho em meu quarto para poder economizar espaço e dar uma aparência mais moderna. Bom, mas não é sobre isso que quero falar. É que no meio de todos esses livros, aguardava ansiosa por um entitulado como: Você já pensou em escrever um livro? Quando eu estava navegando pela página que eles fizeram para dispor dos seus livros, aquele título estava piscando em luzes de neon para mim.


Hoje comecei a ler e estou me encantando e a primeira coisa que eu pude notar é que eu realmente não tenho muito cuidado com o que eu escrevo, apesar de expressar diversas vezes o amor que sinto ao escrever, percebi que sou muito relapsa em alguns quesitos. Não tenho toda aquela atenção ao escrever, justamente por sempre escrever em momentos bem rápidos e na maioria das vezes sem tempo. Eu não sei de que forma eu vou melhorar isso, mas pretendo dar uma atenção especial aos meus escritos. Afinal, eu pretendo algum dia ser uma escritora. E não apenas isso, quero ter o prazer de me deliciar com os meus leitores folheando meus livros, com os comentários e tudo mais.


Eu comecei a ler agora e pretendo no decorrer da leitura ir escrevendo aqui as minhas percepções e quem sabe assim animar vocês a escreverem também. Porque eu, sinceramente, acho um desperdício não publicarmos nossos livros. Há tanta coisa boa por aqui, que não pode somente ficar empoeirado por aí. Se perder no espaço cibernético.


Ah, para quem ficou curioso em saber os livros que adquiri são os seguintes:


Marketing de Guerra - Al Ries, Jack Trout.
Marketing para o Século XXI - Kotler.
Princípios de Marketing - Kotler e Gary Armstrong.
Marketing Business to Business. É fazer ou morrer - Tavares e Olivieri.
O Deus (in)visível - Philip Yancey.
O amor nos tempos de cólera - Biel García Márquez.
Fallen - Lauren Kate.
Pode beijar a noiva - Patricia Cabot.

Pequeno livro de Estilo do Snoppy.
1001 livros para ler antes de morrer - Robert Dimery.
Você já pensou em escrever um livro - Sonia Belloto.
Regra para revolucionários - Guy Kawasaki.
E uma coleção com 5 livros da gazeta: Gestão de Capital Humano, Gestão Empresarial, Economia Empresarial, Finanças Empresarias e o último Marketing.




E gostaria de agradecer ao Ralph e a Célia pelo livros que ganhei de presente ;)


"As palavras tem podem ferir ou curar. E o poder da cura é o seu aspecto mais poderoso."
Sônia Belloto.

sábado, julho 30, 2011

Tarde junho.





Desde que ele entrou em sua vida o mau-humor foi passear n'outro canto. Há dias que não escurece, que a noite vem experimentando a solidão. Porque para ela o sol sempre está apontando no horizonte desde que ele começou a fazer parte do universo dela. A mente dela navega além-mar durante as horas que permanece estudando na biblioteca central. Já não há como negar que ele mexe. Sim, mexe e muito com a sua cabeça, quiçá coração. E enquanto ela caminha para sua casa, atravessando a rua ela pensa: "meu Deus, como alguém pode nascer uma única vez e ser dotado de tantas qualidades?" - E ri de si mesma com tal interrogação.


Ela, que não conhecia o amor antes de avistá-lo nos olhos azul-piscina dele. Que aprendeu a aprecia o algodão doce do seu Zé da esquina ao lado, que entendeu que o mundo estava além dos seus livros de anatomia animal, essa mesma menina conheceu novos sabores e experimentou vários cheiros daí então. Ele que com seu jeito doce, tímido e incauto de ser conquistou cada milímetro do seu coração, que por vezes mostrava-se gélido, tornando-o aquecido, quente como o Sol das dez da manhã.


A moça de olhos rasos começou a compreender que crescia dentro de si um sentimento inexplicável, talvez não tivesse sentido qualquer sensação parecida até conhecê-lo. Talvez não. Tinha absoluta certeza disso. E ela permitia afogar-se naquele mundaréu de emoções, aquela tempestade de sentimentos indecifráveis e por incrível que pareça, embora a confusão estivesse plantada em seu peito ela só conseguia sorrir e sentir-se feliz com cada faísca de ilusão e amor-recíproco que nascia entre eles.


E desse amor que nasceu insuspeitado, nasceu uma das mais belas histórias de amor já contada. Uma história de superação, recheada daquela velha pieguice que adoramos tanto ler. Afinal o amor é piegas.



Àqueles que sentem saudade do Evan e Alice. Um livro incompleto. Por enquanto.

sábado, julho 23, 2011

Três.




Eu tinha nas mãos um coração dividido e várias interrogações que piscavam em luzes de neon. Buscava o limiar das minhas emoções, aquela linha tênue que dividia a paixão do bem-querer. Eu não amava nenhuma das duas, talvez tivesse acostumado a comodidade de suas carícias, os telefones e sms que inflavam o meu ego.


Só que com o tempo eu percebi que elas sofriam, mas como eu poderia dar adeus a qualquer uma delas? Eu me sentia no romance Dona Flor e seus dois maridos, sim. Talvez eu esteja enganado quando disse anteriormente que não amava nenhuma das duas, mas é que me parece cafageste afimar isso. Okay, sei que é cafagestagem de qualquer forma. Mas, entendam-me, sou apenas vítima desse coração bandido e incauto que tende a me pregar peças.


Eu não entendo como um coração pode agir dessa forma com alguém, calculando friamente cada passo. Mandando sem medidas no cérebro e me fazendo cometer atos impensados. O pior é não saber como pará-lo sem que alguém se machuque cruelmente.


Tudo o que ando sentindo ultimamente é tão excruciante que me falta forças para continuar, talvez eu tenha tipo um choque de realidade. Talvez tenha me comovido com as mocinhas que sofrem e correm no filmes de bang-bang ou talvez, apenas, eu tenha escutado algum cantor chorar minha história em alguma música.


A única coisa que sei, garotas. É que a decisão está nas mãos de vocês. E retifico quando disse que não as amava, talvez não exista palavra para definir o que bate cá dentro. Ultrapassa todas a maneiras de amar. É infinito.



Com amor,
Carlos.

quinta-feira, julho 14, 2011

O fim da linha.

Não vamos chorar dessa vez, certo? O adeus pode ser bonito, basta você juntar todos os dias que estivemos juntos. Porque se você lembrar todas as risadas, os momentos de tristezas e somar tudo vai sentir que valeu a pena a convivência. Eu não sou boa em colocar pontos finais, sempre gostei mais das reticências. Porque gosto de pensar que haverá um novo capítulo a ser escrito, mas eu acho que esse é o fim do linha para nós dois. Para que não nos magoemos com o passar dos anos, para que não se desgaste.


Não sei. Só queria dizer adeus de uma forma que você se lembrasse sempre. Que fosse importante como o início. Que não doesse. E embora eu esteja forte ou me sinta forte não sei o que acontecerá de que agora em diante. A vida, sem você, eu não gostaria abraçar. Novamente.


Enfim.

terça-feira, julho 05, 2011

Um mês.

"Oh flor, se tu canta essa canção
Todo o meu medo se vai pro vão
Pra longe, longe que eu não quero ir
Mas deixe seu rastro pólen, flor pra eu poder seguir ♪"
Maria Gadú

Enquanto eu pensava em te escrever, te discorrer maciamente em minhas teclas, muitas coisas vieram à mente. Só que nenhuma delas estaria aos pés do que vem crescendo aqui dentro, achei pequeno demais. As palavras iam nascendo timidamente, quase sem brilho. E então, na radiola que insiste em tocar incessantemente em minha cabeça, Maria Gadú cantava o amor para mim. O amor que venho escondendo, apenas dos olhos dos outros, por medo de embonitar demais. Porque o amor tem apenas que ser sentido como é, sem roupa, sem cascas, tem que ser visto como vem ao mundo: nu. Porque daí enxerga-se a pureza, conseguimos aproveitar toda a sua essência.

Eu venho aprendendo, estes tempos, que não é necessário tanta roupagem nas pessoas. Que não é preciso olhar sempre o lado positivo das coisas, olhar só o que as pessoas têm de bom a nos oferecer, venho conhecendo o lado obscuro das pessoas e tenho me surpreendido em ver que também é bonito. Tudo há poesia. A mulher que tem seus pretendentes e é vista como uma viúva-negra, a menina que sofre a decepção do primeiro amor, o rapaz que não consegue amar somente uma mulher. É estranho, mas é assim, essa é a vida.

E ando me conhecendo tanto, desde que você veio fazer parte da minha vida, desde que aprendi que amar não é exatamente a palavra, não aquele amor que os poetas buscam sempre, mas esse amar que vem nascendo entre nós no conhecer diário, no encher a paciência um do outro, de ouvir Rita Lee e fingir solos de guitarra, de sentir a alegria, alegria que Caetano Veloso cantava na época da Tropicália, de ouvir Roupa Nova deitados na rede. De saber que a verdadeira definição do amor é (...)

(...) que o que está no dicionário é errado. O amor, meus caros, apenas é.

quinta-feira, junho 09, 2011

Mafê.

"...Vós não sois absolutamente iguais a minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo..."

Lendo o Pequeno Príncipe não pude deixar de pensar em você, Maria. Porque fiz uma pequena analogia a você, a nós, a nossa amizade, irmandade. E eu vinha pensando em te escrever, no teu dia, e um milhão de ideias fervilhavam na cabeça. Entretanto, quando li esse pequeno trecho já sabia o que te dizer. Há sim muitas Marias no mundo, mas tu és única tal qual a rosa do pequeno príncipezinho. Chegaste sem querer e com delicadeza tomaste o teu lugar que desde sempre era teu por direito: meu coração, amiga. Eu queria que todos pudessem ter a graça de ter alguém como você em suas vidas, mas é como o trecho diz: tu és única. A única rosa, de valor inestimável e incalculável. Sabe, não consigo lembrar como era a vida antes de você existir nela, porque não consigo pensar nos meus dias sem os teus conselhos, sem os teus textos, sem os teus sonhos. Você é tão presente hoje, é minha irmã e com certeza minha melhor amiga. Com você eu posso dividir todos os meus anseios, as minhas meninices, não tenho medo de contar os segredos mais nefastos, os desejos mais sórdidos, eu não tenho medo de ser má (rs), porque a gente se parece em tudo.

E hoje, no teu aniversário, eu queria que todos soubessem quem você é. O quanto você é importante para mim. Queria que todos te enxergassem com os meus olhos, uma guerreira, uma menina conhecendo a vida, uma mulher que deseja apenas viver uma verdadeira história de amor, daquelas de comédia hollywoodiana com muito açúcar, aquela menina inocente que está aprisionada no topo da torre aguardando ser resgatada pelo príncipe encantado. Sabe, não compreendo como alguém pode ser tão doce, como alguém pode ser tão singela e ao mesmo tempo tão altiva e forte.
Maria Fernanda, Mafê, MF ou simplesmente: minha Maria. Eu desejo que você seja protagonista de um amor que emociona só no olhar, que você ande de mãos dadas um dia no parque comendo algodão doce, que você tenha uma tarde de autográfos com o seu livro e que ele vire um best-seller, que você ande descalça na praia com os filhos que o Senhor lhe conceder, que você tenha sempre no rosto um sorriso largo, que teus olhos sempre estejam cheios de estrelas, que a tua vida seja realmente um conto de fadas, daqueles que só nós duas conseguimos imaginar. E principalmente, minha amiga, que todos descubram o valor que você tem, a preciosidade que és.

E desejo também que comemoremos vários outros anos juntas. É o que desejo hoje e sempre. Eu amo você, minha irmã.


[Não sei o que houve com o blogspot, o texto foi escrito no dia 02 de junho. Só agora consegui postar. Que coisa feia, blogspot!]