Não rola viver de talvez!



Quem me dera se quando eu fechasse meus olhos, todos os meus sonhos se tornassem realidade. Acho que já idealizei a pessoa na minha mente quinhentas vezes ou talvez mais. Essa coisa de ficar esperando, remoendo se a bendita pessoa não chega cria em nós uma danada de uma cobrança diária. Até chegar o momento que achamos que vamos pirar.
O cara do ônibus que não reparou como eu o olhava, o caixa do banco que não notou que eu faço hora só para que ele me atenda, aquele carinha que passou por mim na rua e era extremamente cheiroso, o carinha que eu beijei na balada e que nem se quer pegou meu telefone, tantos talvez, tantos que poderiam ter sido, que chega uma hora que a gente pira.
Temos a mania de depositar tanta fé nesse “ter alguém”, que em um determinando momento da vida, esquecemos de nós, de nos amar, e de ser quem somos. Não dá para viver esperando o outro chegar, porque aqui - na sinceridade - não sabemos o momento exato que ele chegará, E, pode ser que ele não chegue.
E, algumas vezes, depositamos tanto a nossa esperança em alguém que passa na nossa vida, que quando essa pessoa vai embora, nos fechamos novamente no nosso mundo. E ficamos ali, naquele casulo só nosso, numerando os nossos defeitos e rezando para quem quer que seja ou a hora que seja, que a próxima pessoa seja a certa.
Por isso, viva, sorria, chore e se permita, a vida é curta demais para viver no que não aconteceu, quando o “alguém chegar”, você vai ser capaz de entender, que simplesmente não era pra ter acontecido antes.


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