Por favor. Não olhe dessa maneira. Os teus olhos me ferem mesmo que não seja a tua intenção. Dói-me apenas. Porque eles me provam o contrário daquilo que as pessoas tentam colocar em minha cabeça, e eu, submergo nestes. Entrego-me. Encontro o fundo e aconchego-me lá, nas tuas lembranças, nos teus sorrisos muitos e me perco.

Compreenda-me apenas. A questão não é desconfiança e sim insegurança, entende? Talvez medo. Acontece, porém, que os meus braços desejam tanto os teus que a minha vida começa a passar como um filme colorido. Não quero aplicar o preto e branco a nossos momentos vividos, pois seria apagar o cor dos teus olhos, a nuance de teus lábios e tudo aquilo que deu vida a nós, àqueles dias que serão tão nossos, quanto um filho é de sua mãe.

Perdoa-me por querer fazer destes momentos únicos, tal qual, relíquias a serem depositadas em um relicário. Entenda-me, por favor. Intocado ele continuará lindo, perfeito. Talvez, eu seja uma tola e não compreenda o que o destino nos reserva. Eu desejaria não ter ouvidos, não conhecer ninguém, mas infelizmente eu os ouvi.

E (...) droga. Doí-me sonhar com o depois. Quando não houver mais laços entre nós, quando tu decidires entregar os meus abraços a outra pessoa. E me sinto mal por desejar que não haja ninguém na tua vida. Egoísta. Sim, sei que sou. Mas enquanto não houver em mim, em meu coração, uma chance ou talvez uma luz para me mostrar o caminho desejarei ser para ti a única.
Apesar de.

Com amor,
L.