Meu melhor amigo é o meu amor


"Eu gosto de você, e gosto de ficar com você.
Meu riso é tão feliz contigo,
Meu melhor amigo é o meu amor."
Os Tribalhistas


Não me recordo muito bem como era vida antes de você existir na minha, e pouco me interessa lembrar que essa época existiu. Os dias correm despreocupados desde que você adentrou, sem cerimônia, em meus dias cinzentos. É como se a vida não tivesse pressa, é como se os dias não fossem mais contados. A única urgência que nos cabe, desde então, é a de nos encontrarmos, de nos amarmos dentro da íris do outro, de nos abraçarmos com o coração, de nos cuidarmos como os pais cuidam de seus filhos, como os avós dengam os seus netos.

A gente sempre espera que o amor seja um conto de fadas, daqueles que príncipes nos aparecem em cavalos brancos, que protegem donzelas indefesas, quando na verdade o amor é bem mais simples do que imaginamos. É um cuidado sem importância aparente, um beijo na testa na despedida para o trabalho, um desejo de bom dia, um recado de: "vê se come direitinho", é o olhar do outro invadindo os lugares mais recônditos do nosso ser.

E eu vejo, meu amor/amigo, que a gente se tem nessas pequenas coisas, naquilo que ninguém dá muita importância, no fixar de olhos que dizem mais que mil palavras, no cafuné gostoso que você me faz todas as noites, no canto de sua boca enquanto você me olha sorrir de suas piadas bobas, nas canções que Tiago Iorc toca como nossa trilha sonora. Eu te tenho, nós nos temos, nesses momentos que - aparentemente - são banais aos olhos dos outros, mas que, para nós, constroem as nossas vidas.

Fotografia: Maud Chalard.

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