"Amor? Não sei. É meio paranóico. Parece uma coisa para enlouquecer a gente devagar.
Caio F."


Eu precisava que o reflexo que vejo todos os dias no espelho me chocasse, gritasse comigo e que me mostrasse que o fim do trilho é esse. Que há tempos não há mais caminho, que já desci na última estação. Mas a esperança, que por vezes é bendita, não faz jus a sua fama. Ela me enlouquece. Me traz desejos que alimento no coração, que rego tal qual uma planta. Talvez os meus sonhos, talvez as fantasias que tenho cá dentro. Não sei. É que todas as vezes que penso em mudar a direção, estender a mão a quem deseja pegá-la, eu penso que estou fazendo a coisa errada. Mas me diz: "o que é certo?"


Eu sei que é errado insistir em gostar de você, assim, como eu gosto. Mas eu quero dizer que é preciso para mim algumas vezes e terrivelmente impossível outras tantas. Acontece que eu não consigo imaginar um futuro onde você não esteja, de alguma forma, e isso me faz enganar a quem não devo. E hoje isso me dói como uma bofetada, como disse Caio F.


Queria levar a diante todos os planos que idealizo relacionado ao meu sentimento. Acabar. Deixar de lado, escanteio, apagá-lo, sem usar ninguém para que isso aconteça.

Mas eu me fecho. Sempre.