Moça de vermelho.





►Leia ao som de Lady in red, de Chris de Burgh◄

Lady in red toca na Antena 1 e a moça, que estava lendo distraída, se desconcentra e volta à adolescência. A voz açucarada de Chris de Burgh leva a moça aos seus quinze anos, à vontade de desbravar o mundo e viver um grande amor. Ela suspira profundamente e ri de si mesma, agradece a Deus pelos anos percorridos até ali e se descobre muito feliz. Não viveu um grande amor, mas viveu histórias que lhe trouxeram lições. Tornou-se uma mulher bem-sucedida, escreveu alguns livros dessas lições e, compreendeu que a vida nem sempre é como queremos: ela pode ser melhor do que imaginamos.

A moça abandonou seus cabelos castanhos, longos e encaracolados e hoje se mantém loira. Tanta coisa mudara na vida dela. Tanta coisa boa e bonita lhe aconteceu. Tantas quedas a vida lhe causara. Cicatrizes benditas e repletas de bençãos. Hoje ela aprendera que cair é para quem caminha, só cai quem dá passos ao futuro, às suas vontades. Ela cai, mas sempre se ergue. Sempre mais forte, sempre mais madura. Quedas benditas, bendiz ela.

Lady in red no final das contas, naquele carro, naquela rádio, não é somente uma música. É um hino de superação. É um voltar de olhos ao passado e vislumbrar todas as armadilhas, todas as lágrimas e poder abençoar aos céus pelo cuidado até aqui. Lady in red não é uma promessa de dias felizes ou de um amor avassalador. É somente uma lembrança bonita de que tudo na vida é lição, de que nenhuma queda fora capaz de fazê-la permanecer no chão.

Lady in red é amostra de superação. 
Ela sempre se supera e, no final das contas, é feliz.




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