sexta-feira, maio 29, 2026

Lembrei de como amar você era fácil.


Essa semana apareceram nas lembranças fotos da nossa viagem. Eu estava com meu celular antigo e parei para olhar nossas fotos. Não consigo deletar fotos antigas, principalmente aquelas que exalam felicidade. Sei colocar cada história em seu devido lugar, assim como sei dar importância a cada fase da vida.

Olhei aquelas fotos sem o saudosismo de antigamente. Vi duas pessoas felizes. Vi suas linhas de expressão tão bonitas, linhas de quem ri com gosto, de quem era feliz e merecia ser. Já faz dois anos daquelas fotos… como o tempo passou rápido. E, ainda assim, consigo sentir o que existia ali: o riso genuíno por bobagens, as conversas sobre amenidades, as fofoquinhas institucionais. Tudo parece distante e, ao mesmo tempo, incrivelmente vívido.

Lembrei de como amar você era fácil. Você era feliz. Ouvir sua voz pausada me fazia bem. Era bom escutar curiosidades sobre coisas que eu jamais procuraria saber sozinha: você sendo professor, falando com entusiasmo, e eu te olhando atentamente, ouvindo e admirando sua inteligência. Uma vez você disse que eu realmente te ouvia… mas como não ouvir alguém tão vivo, inquieto e de olhos tão curiosos?

Vi aquela cachoeira gelada, a parte funda, e lembrei de mim dizendo: “se você se afogar, não vou te salvar, porque não sei nadar” kkkkkk. E você ria enquanto flutuava de costas naquela água gélida, ouvindo os passarinhos cantarem. Tanta coisa era bonita ali. Seus olhos molhados, nossos cabelos pingando, o abraço tentando aquecer nossos corpos enquanto maio já trazia o frio de junho e julho.

Naquelas fotos, vi duas pessoas felizes, contentes com a vida, despreocupadas. Vi você me abraçando, beijando o topo da minha cabeça, com um semblante tão leve, tão contente.

As lembranças vieram sem que eu procurasse. Foi o destino quem trouxe dessa vez. E, curiosamente, não doeu. Fiquei feliz em rever o seu sorriso e em saber que, em algum momento da vida, nós fomos verdadeiramente felizes.

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