O amor nasce.

O amor nasce no boteco em que cabulamos as aulas da faculdade; no intervalo do trabalho quando descemos para tragar um cigarro; em um congestionamento infernal às 7 da manhã, enquanto o outro deixa você passar. O amor nasce enquanto você estuda geometria espacial em pleno feriado; quando você resolve ir à padaria da esquina tomar um café; quando você esbarra - cinematograficamente -, no outro ao atravessar a rua. 

Eu entendo que o amor nasce. Ele nasce quando a gente estende a mão ao outro de modo a apoiá-lo; quando você oferece uma bala a pessoa sentada ao seu lado no ônibus; quando você ouve alguém discutindo literatura, gostos musicais e percebe que vocês têm gostos em comum; quando a chuva cai e vendo que você precisa atravessar a avenida alguém lhe dá carona em seu guarda-chuva.

O amor nasce.
E eu tenho esperança nisso, porque todas as vezes que alguém se apaixona nasce uma poesia por aí. Façamos uma prece para que ele nasça, renasça e se faça em nós.

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3 comentários

  1. Às vezes nasce. Nem sempre. Nem sempre vive sempre. Às vezes simplesmente morre...

    Belo texto Pam!

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  2. Por mais clichê que pareça, amar é uma das melhores coisas da vida. O amor é inspirador. Fazer e sentir as coisas com amor. Está disponível ao outro... isso, pra mim, é pura poesia. :D

    Olha, o Rabiiisco mudou de endereço... quando puder, venha nos fazer uma visita!
    http://rabiiisco.wordpress.com/

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