Só então, quando olhei com mais atenção, notei a enorme armação dourada que rodeava a figura da minha avó. Sem entender nada, ergui a mão que não estava em volta da cintura de Edward e a aproximei para tocar minha avó. Ela repetiu exatamente o mesmo movimento, como em um espelho. Mas onde nossos dedos deveriam ter se encontrado, não existia nada além do vidro frio...
Com uma vertiginosa sacudida, o sonho abruptamente se transformou em um pesadelo.
Não havia nenhuma avó. Aquela era eu. Era minha imagem refletida em um espelho. Era eu, velha, enrugada e acabada.
Edward continuava ao meu lado sem se refletir no espelho, insuportavelmente encantador em seus eternos dezessete anos. Ele apertou seus lábios frios e perfeitos contra minha decrépita bochecha.
- Feliz aniversário. - ele sussurrou.
Acordei assustada – meus olhos a ponto de ficarem fora de órbita – e ofegante. Uma
escura luz cinza, a familiar luz de uma manhã nublada, tomou o lugar do ofuscante sol
de meu sonho.
Só um sonho, eu disse a mim mesma. Foi só um sonho.


(Me sinto exatamente igual, com a exceção de que não tenho o bonitão Edward me amando).
Texto retirado do livro Lua Nova de Stephenie Meyer.