sexta-feira, outubro 11, 2024

A polêmica da unha clara.

Acho que muita gente viu a história da moça que sempre ia ao salão e pedia para a manicure pintar as unhas de uma cor clara, porque queria estar preparada para quando o namorado a pedisse em casamento. A princípio achei que fosse zoação, mas ao assistir o vídeo percebi que realmente era real. Aquele vídeo tem tantas camadas, sabe? E me deixou extremamente triste por ela. Obviamente o cara sabe que o sonho dela é casar, mas não compartilha do mesmo desejo. Acredito que quando uma pessoa sabe o que quer, ela já faz um movimento para que isso aconteça. Qual é a chance de que ela, mesmo que case com esse rapaz, seja feliz? Eu acredito que ínfima. Nada que é forçado dá certo.

Ontem, enquanto lavava as louças, conversava com uma amiga e falávamos sobre a ideia de que as mulheres só serão felizes se casarem. Não demonizo essa ideia, obviamente. Até porque eu também gostaria de encontrar alguém bacana, com os mesmos ideais de vida, e dividir meus dias. Mas aqui falo sobre a necessidade de muitas em se casar mesmo vendo, em letras garrafais e pintado em neon, que aquela pessoa não se adequa àquilo que sempre sonharam. Antes de querer estar com alguém até o fim dos dias, é necessário observar se os dois são compatíveis, se os defeitos do outro são algo com que dá para conviver e não querer casar acreditando que no casamento será diferente.

Observo algumas amigas casadas desgastadas, envelhecidas pelas preocupações e pelo estresse. O casamento precisa ser algo harmonioso, uma grande parceria, para que nos momentos em que a rotina pesar, ela não seja massacrante. Ontem falávamos sobre a dádiva que é sermos livres, solteiras, ao invés de aprisionadas em um casamento por conveniência, sem amor e até mesmo abusivo. E aqui eu digo, mais uma vez, não sou contra o casamento e sim, gostaria de casar. Mas quero casar com alguém que me deixe ser quem sou, que não corte minhas asas e que, acima de tudo, consiga conviver e celebrar a pessoa incrível que sei que sou. E não alguém que me faça esquecer de mim mesma e me faça acreditar que sou uma pessoa difícil de ser amada.

Acredito que é essencial valorizar nossa individualidade e nossos sonhos, independentemente de estarmos em um relacionamento ou não. A felicidade plena vem de dentro, de estarmos em paz com quem somos e com nossas escolhas. Casar não deve ser uma busca desesperada, mas uma consequência natural de encontrar alguém que nos complemente e respeite nossas ambições. É importante lembrar que ser solteira também é uma escolha válida e digna, repleta de oportunidades para crescimento pessoal e liberdade. Então, que cada uma de nós encontre a felicidade em nossos próprios termos, seja ao lado de alguém ou em nossa própria companhia, sempre fiel ao que realmente somos e desejamos para nossas vidas.

quinta-feira, outubro 10, 2024

Sobre nossa criança ferida.


Muitas das situações ruins que vivemos na infância têm o poder de moldar nossa identidade de maneiras profundas e, às vezes, dolorosas. Cada palavra dura, cada olhar de desaprovação, cada momento em que nos sentimos insuficientes, são marcas que ficam gravadas em nossa alma. Essas experiências negativas, muitas vezes, nos transformam em adultos inseguros, roubando de nós sonhos que, em tempos mais inocentes, pareciam perfeitamente alcançáveis.

A insegurança que carregamos como adultos tem raízes profundas em nossos primeiros anos de vida. É difícil explicar como uma palavra ou ação, aparentemente insignificante para quem as diz ou faz, pode ecoar por anos dentro de nós. A criança que ouve repetidamente que não é boa o suficiente, que seus esforços são inúteis, cresce acreditando nessas mentiras. Essas crenças limitantes tornam-se verdades internas, bloqueando nossa confiança e capacidade de sonhar grande.

Desvencilhar-se do que nos aconteceu na infância é uma tarefa árdua. É um processo doloroso de confrontar nossas memórias, reconhecer o impacto delas e, finalmente, trabalhar para reescrever a narrativa que contamos a nós mesmos. Muitas vezes, vivemos no presente, mas nossas mentes e corações estão aprisionados no passado. É como se um pedaço de nós ainda estivesse naquela época, revivendo as mesmas dores e inseguranças, incapaz de seguir em frente completamente.

A luta para separar o passado do presente é contínua. Cada desafio que enfrentamos, cada decisão que tomamos, está tingida por essas experiências passadas. Isso pode nos levar a sabotar nossas próprias oportunidades, a desistir antes mesmo de tentar, porque a voz do passado sussurra que não somos capazes. Os sonhos que tínhamos, que brilhavam tão intensamente quando éramos crianças, muitas vezes se desvanecem sob o peso dessas inseguranças.

Mas há esperança. Reconhecer o impacto do passado é o primeiro passo para a cura. É necessário olhar para dentro e confrontar essas memórias, trazendo à luz as feridas ocultas que nos mantêm presos. É um processo que requer coragem e, muitas vezes, ajuda externa, seja através de terapia, amigos compreensivos ou práticas de autocuidado.

À medida que trabalhamos para nos libertar dessas correntes invisíveis, começamos a redescobrir nossos sonhos. Podemos aprender a acreditar novamente em nossas capacidades, a ver o mundo não como um lugar cheio de armadilhas, mas como um campo de possibilidades. O caminho para a segurança e para a realização dos nossos sonhos pode ser longo e cheio de obstáculos, mas é uma jornada que vale a pena.

No final, é possível viver no presente, verdadeiramente livre do passado. Não se trata de esquecer o que aconteceu, mas de transformar a dor em força, a insegurança em autoconfiança, e os sonhos roubados em realizações possíveis. É uma transformação profunda, onde deixamos de ser prisioneiros do passado para nos tornarmos arquitetos do nosso próprio futuro.

quarta-feira, outubro 09, 2024

Acima de tudo, nunca se abandone.


Ao longo da vida, enfrentamos uma série de abandonos. Pessoas que amamos podem nos deixar, oportunidades podem escapar por entre nossos dedos, e sonhos podem parecer desvanecer. Cada um desses abandonos deixa marcas profundas em nossa alma, fazendo-nos questionar nosso valor e propósito. No entanto, há uma verdade inegável e poderosa: nunca devemos nos abandonar.

Em meio aos abandonos, é fundamental lembrar que somos a única constante em nossas vidas. Aquele que permanece, apesar de todas as adversidades, somos nós mesmos. Portanto, devemos nos tratar com a mesma compaixão, amor e respeito que desejamos receber dos outros. Não podemos permitir que as decepções e perdas nos definam ou nos afastem de nossa própria essência.

Quando tudo parece desmoronar, é o momento de olharmos para dentro e redescobrirmos nossa força interior. É importante cultivar um diálogo interno positivo, que nos incentive a seguir em frente, a acreditar em nossas capacidades e a valorizar nossas conquistas, por menores que possam parecer. Cada pequena vitória é um lembrete de nossa resiliência e capacidade de superação.

Também é crucial lembrar que, apesar dos abandonos, não estamos verdadeiramente sozinhos. Há sempre alguém, em algum lugar, que se importa. Pode ser um amigo, um familiar, ou até mesmo um desconhecido que cruza nosso caminho e oferece um sorriso. A conexão humana é um antídoto poderoso contra o sentimento de abandono.

Envolva-se em atividades que alimentem sua alma e tragam alegria. Redescubra paixões, busque novos interesses e permita-se explorar o desconhecido. A vida é cheia de possibilidades e oportunidades de recomeçar. Cada dia é uma nova chance de construir algo significativo e belo, independente do passado.

Lembre-se de que os abandonos não são um reflexo de sua inadequação, mas sim parte da jornada humana. Todos nós enfrentamos perdas e decepções, e é a maneira como reagimos a elas que realmente define quem somos. Abrace a dor, mas não se prenda a ela. Use-a como um catalisador para o crescimento e autodescoberta.

Acima de tudo, nunca se abandone. Mantenha viva a chama da esperança e da autoaceitação. Você é digno de amor, respeito e felicidade. Não permita que os abandonos da vida ofusquem sua luz interior. Continue a trilhar seu caminho com coragem e determinação, sabendo que, apesar de tudo, você sempre terá a si mesmo. E isso, por si só, é uma razão poderosa para continuar lutando e acreditando em um futuro melhor.

segunda-feira, outubro 07, 2024

A luz que sou


Para ler ao som de Unwritten de Natasha Bedingfield

Em meio às tempestades da vida, quando a mente se torna um campo de batalha, é fácil esquecer quem realmente somos. Os percalços nos fazem questionar nosso valor, mas é nesse exato momento que devemos nos lembrar da luz que brilha dentro de nós. Sou feita de histórias, de experiências e de amores que deixaram marcas profundas. Cada cicatriz conta uma parte da minha jornada, e cada lágrima derramada é um passo em direção ao crescimento.

Não posso deixar que as vozes da dúvida ofusquem a beleza que carrego no coração. Existe um amor incondicional que pulsa em mim, um amor que não se limita ao romantismo, mas se expande para todas as coisas e pessoas que valorizo. Essa força interior é um testemunho da minha importância, não apenas para mim, mas para aqueles que cruzam meu caminho. Eu sou boa o suficiente, e isso não depende da validação externa.

Acredito no amor, não apenas como um destino, mas como um caminho repleto de aprendizagens. Mesmo quando o verdadeiro ainda não chegou, a esperança é uma chama que nunca se apaga. É na espera que me descubro, que me acolho e que me permito sonhar. Estou aberta ao que o universo tem a me oferecer, na certeza de que o amor que busco virá para se acomodar nessa imensidão que sou.

Continuarei a cultivar a fé, a bondade e a resiliência, lembrando-me sempre de que, mesmo nas sombras, sou digna de amor e alegria. Cada dia é uma nova oportunidade de florescer e de ser a melhor versão de mim mesma. E assim, com o coração repleto de luz, sigo em frente, firme na crença de que sou suficiente e que o amor verdadeiro está a caminho ✨

sexta-feira, outubro 04, 2024

Amar é um mergulho profundo no oceano da alma.



Amar é um mergulho profundo no oceano da alma, um convite a explorar os mistérios submersos do coração. É preciso coragem para se lançar nas águas desconhecidas, abandonar a segurança da margem e permitir que as ondas envolvam o corpo e a mente. O amor não é para aqueles que se contentam com o raso, onde os pés tocam o chão e a superfície está sempre ao alcance. Amar exige audácia, um espírito intrépido que se aventura além do visível, mergulhando nas profundezas onde a luz do sol é um vislumbre distante e as correntes podem ser tanto suaves carícias quanto turbulentas tempestades.

No início, há o encanto da descoberta, as cores vibrantes dos corais e a dança graciosa dos peixes que se movem em sincronia. Cada encontro, cada toque, cada palavra é um tesouro encontrado, um fragmento de beleza que alimenta o desejo de ir mais fundo. Mas, à medida que se avança, as águas se tornam mais densas e a pressão aumenta. É nesses momentos que a verdadeira natureza do amor se revela: a necessidade de confiar, de se adaptar e de aprender a respirar de maneira diferente.

A perspicácia é a bússola que guia o mergulhador apaixonado. É ela que ensina a reconhecer os sinais, a distinguir entre a calmaria e a tempestade iminente, a perceber quando é hora de continuar a descer e quando é prudente começar a emergir. Amar é uma dança entre o impulso de se perder nas profundezas e a sabedoria de saber voltar à superfície, trazendo consigo as pérolas encontradas no fundo do mar.

E ao emergir, há um momento de transição, um suspiro que mistura alívio e gratidão. A água escorre do corpo, mas o sal do oceano permanece na pele, uma lembrança de que o amor é tanto uma jornada de descobertas quanto de retornos. Amar é um mergulho constante, um ciclo de imersão e emersão, onde cada nova descida nos leva mais perto de nós mesmos e do outro. É ter a coragem de mergulhar, a audácia de não se contentar com o raso e a perspicácia de saber quando emergir, trazendo consigo a sabedoria e a beleza das profundezas exploradas.

Ecos de um amor iluminado



A verdade é que ainda guardo suas fotografias, mas confesso que não as olho com frequência. Nos dias em que sou mais forte, permito-me revisitar a nós dois, não apenas as lembranças, mas o teu rosto iluminado pelo sol e pela alegria, visível a qualquer um que te visse sorrir, com aquela risada larga e cheia de vida. Você me disse uma vez, ao olhar as fotografias que tirava, que se sentia mais bonito e vivo. Ri e disse que sim, você estava lindo. E você respondeu: é porque estou feliz. Estar ao seu lado me faz bem. E rimos muito, e tive que concordar que a felicidade tem o poder de embelezar as pessoas.

De vez em quando, lembro das conversas, mas, sobretudo, do que éramos um para o outro. Da mão estendida após o jantar, das orações que você fazia à mesa e que me deixavam com o coração tão aquecido. Das inúmeras conversas, da sua inteligência e sabedoria. Com você, tudo era assunto; quase não havia espaço para o silêncio, e, quando havia, era confortável estar ali. Seja abraçada a você, contemplando o nada, seja deitada sobre o seu ombro, conversando amenidades. Estar com você sempre foi confortável, e o engraçado é que era assim quando éramos adolescentes. Nada mudou, afinal.

Hoje, fechei a galeria e não senti doer como nas outras vezes. Acredito que o próprio tempo trata de amenizar a dor da saudade, ou talvez eu esteja apenas seguindo em frente. Talvez amanhã eu lembre de você um pouco menos, talvez daqui uns dias você venha menos à minha mente, mas tenho certeza de que, mesmo que os dias passem, mesmo que minha vida siga outros caminhos e eu encontre um novo alguém, minha mente sempre guardará os teus sorrisos mais bonitos, o teu rosto iluminado pelo sol e os nossos beijos de esquimó. Amo tudo o que construímos e quem éramos juntos. A verdade é que éramos, um para o outro, o sol que iluminava nossas vidas.